Renzi apara arestas com Merkel dizendo que populismo é inimigo em comum

  • Por Paul Carrel

Por Paul Carrel

BERLIM (Reuters) - A Europa está em um "momento delicado" por estar lidando com um populismo crescente, disse o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, nesta sexta-feira, depois de um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, no qual procurou apaziguar as tensões entre os dois líderes.

Renzi, que comprou brigas com a União Europeia em várias frentes, afirmou que a Itália está disposta a financiar a parte que lhe cabe na ajuda do bloco à Turquia para ajudar a conter o fluxo de imigrantes ao continente – mas primeiro precisa esclarecer alguns assuntos com Bruxelas.

"Acredito que Itália e Alemanha estão unidas ao dizer que queremos mais Europa, uma Europa mais forte, uma Europa mais eficiente", declarou Renzi em uma coletiva de imprensa conjunta com Merkel. No início desta semana, o premiê disse a um jornal alemão que Berlim e Paris não podem resolver a crise imigratória europeia sem ele.

O líder italiano, que criticou Merkel em uma cúpula da UE em dezembro por conta de várias políticas alemãs, enfatizou nesta sexta-feira os valores que compartilham.

"Não concordamos em tudo, naturalmente – em particular no tocante a certas opiniões em várias áreas políticas – mas acreditamos ambos que combater o desemprego hoje na Europa significa combater o populismo. Temos o mesmo inimigo: o populismo".

Pego no fogo cruzado entre dois partidos de oposição anti-euro em Roma e lutando com uma economia enfraquecida, Renzi se desentendeu com a UE a respeito da imigração, do orçamento, do sistema bancário e da política energética.

Merkel, que afirmou que as conversas transcorreram "em um bom espírito europeu", ressaltou a importância da implementação rápida do acordo do bloco com a Turquia, dizendo ser necessário obter avanços para controlar a crise de refugiados.

"Conversamos sobre a questão dos refugiados, é claro, por um lado sobre a pauta UE-Turquia, que deve ser implementada urgentemente porque precisamos fazer progresso", disse a chanceler, acrescentando que isso inclui os 3 bilhões de euros de ajuda planejados.

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