Homem pré-histórico comia aperitivos de tartaruga assada, diz arqueólogo de Israel

JERUSALÉM (Reuters) - Os homens pré-históricos que habitavam cavernas gostavam de saborear tartarugas assadas em seus casco como aperitivos ou pratos complementares, disse Ran Barkai, arqueólogo da Universidade de Tel Aviv, nesta terça-feira.

Barkai ajudou a liderar uma equipe de pesquisa que encontrou, em uma caverna de Israel, cascos de tartaruga de 400 mil anos e ossos que revelaram que os caçadores e coletores matavam e cozinhavam os répteis como parte de uma dieta dominada por grandes animais e vegetação.

Marcas de fogo foram encontradas nos cascos descobertos na caverna de Qessem, assim como sinais de que elas foram abertas e marcas de cortes indicando que o animal foi cortado com facas de pederneira.

"Agora sabemos que eles comiam tartarugas de uma maneira bastante sofisticada", afirmou Barkai. "Teria se tratado de um suplemento – um aperitivo, uma sobremesa ou um prato complementar – à carne e à gordura de grandes animais".

A caverna de Qessem foi descoberta durante a construção de estradas em 2000 e se acredita que ela foi habitada durante cerca de 200 mil anos. O local deu aos cientistas um raro vislumbre da evolução humana e rendeu muitas monografias.

Ossos espalhados por toda a caverna já deram a entender a existência de um cardápio rico em calorias composto de cavalo, gamo e auroque, uma espécie de boi selvagem. Um estudo do ano passado, baseado em placas encontradas em dentes, mostrou que os habitantes da caverna também consumiam matéria vegetal.

(Por Ari Rabinovitch)

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