Brasil pede à América Latina coordenação na luta contra o Zika

Por Malena Castaldi e Sarah Marsh

MONTEVIDÉU (Reuters) - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, fez um apelo aos governos latino-americanos para fortalecerem a cooperação na luta contra o Zika vírus, e disse que especialistas norte-americanos chegarão à região na semana que vem para começar os trabalhos em busca de uma vacina.

Castro fez as declarações durante reunião com ministros das Américas para discutir o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como emergência internacional de saúde pública.

O Zika vem sendo relacionado a casos de microcefalia em recém-nascidos no Brasil e está se disseminando rapidamente nas Américas. A OMS afirma que o vírus já foi transmitido em pelo menos 32 países, desde a América do Sul até o oeste do Pacífico.

O ministro brasileiro disse que a América Latina precisa "trocar informações, fazer alianças e discutir que ação coordenada podemos adotar para controlar esta epidemia".

Castro também ofereceu treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus Zika. “Temos o desafio de reforçar o sistema de vigilância na região. Para isso, o Brasil quer compartilhar a sua experiência e receber equipes interessadas neste conhecimento", afirmou.

Atualmente não existe cura nem vacina para o Zika.

O Brasil é o país mais atingido pelo vírus. Na terça-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que Brasil e EUA irão agir juntos para desenvolver uma vacina contra o Zika. O país informou na terça-feira que 4.074 casos de bebês nascidos com danos cerebrais podem estar relacionados ao Zika.

"No dia 11 de fevereiro, especialistas técnicos dos EUA chegarão ao Brasil para realizar uma reunião de alto nível na qual determinarão os primeiros passos e o cronograma do desenvolvimento da vacina", disse Castro na sede do Mercosul, na capital uruguaia, Montevidéu.

Em comunicado com 16 pontos divulgado posteriormente, os ministros concordaram em trocar informações sobre o vírus, fortalecer campanhas de conscientização pública nos cruzamentos de fronteira e aeroportos, além de impulsionar o treinamento de profissionais de saúde para prevenir e tratar o Zika.

Ministros de Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela, Chile, Bolívia, Equador, Peru, Suriname, México, Costa Rica e República Dominicana foram convidados para o encontro. 

Produzir uma vacina segura contra o Zika é um desafio repleto de obstáculos, e a aprovação técnica do medicamento pode levar anos.

"Até que (uma vacina) seja desenvolvida, só temos uma opção: eliminar o mosquito, e a melhor maneira de fazê-lo é evitar que o mosquito nasça destruindo seus locais de procriação", disse o ministro.

De acordo com a OMS até 4 milhões de pessoas podem ser infectadas pelo Zika nas Américas.

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