Colômbia vê elo entre Zika, síndrome de Guillain-Barré e 3 mortes

BOGOTÁ (Reuters) - O ministro da Saúde da Colômbia disse acreditar nesta sexta-feira que há uma conexão entre o Zika vírus, a síndrome de Guillain-Barré e as mortes de três colombianos, enquanto o vírus continua a se espalhar rapidamente pelas Américas.

A Colômbia tem cerca de 20.500 casos confirmados do vírus transmitido por mosquito, incluindo mais de 2.100 mulheres grávidas.

Até recentemente o Zika era considerado uma doença amena, mas as preocupações a seu respeito aumentaram depois que o Brasil relatou milhares de casos de microcefalia – má-formação na qual bebês nascem com circunferência da cabeça abaixo do padrão e com cérebros subdesenvolvidos – , que pode estar ligada à infecção do Zika na gravidez.

Os cientistas também investigam um possível elo entre o Zika e a síndrome de Guillain-Barré, uma moléstia rara, mas grave, que pode causar paralisia.

Embora pesquisadores ainda não tenham provado que o Zika cause qualquer uma destas enfermidades, o ministro colombiano da Saúde, Alejandro Gaviria, disse a jornalistas nesta sexta-feira que "há uma conexão causal entre Zika, Guillain-Barré e a morte de três colombianos, um em San Andrés e outros dois em Turbo, no Estado de Antioquia".

Ele não detalhou a conexão. Os três pacientes morreram na semana passada após serem tratados em uma clínica de Medellín, segunda maior cidade do país andino, de acordo com o ministro.

Casos não notificados e pacientes sem sintomas da doença podem significar que existem entre 80 e 100 mil infecções de Zika na Colômbia atualmente, afirmou Gaviria. O Ministério da Saúde acredita que surgirão até 650 mil casos neste ano.

A maioria das pessoas contaminadas com Zika não apresentam sintomas, e aquelas que os demonstram ficam ligeiramente doentes, com febre, erupções cutâneas e olhos vermelhos.

Alguns outros governos da região também viram ligações entre o Zika vírus e a Guillain-Barré. Na semana passada, as autoridades da Venezuela disseram haver cerca de 255 casos de Guillain-Barré potencialmente relacionados ao Zika.

(Por Carlos Vargas e Julia Symmes Cobb)

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