Europa central quer plano de emergência para crise migratória; Merkel diz não

PRAGA (Reuters) - Líderes da região central da Europa propuseram o esboço de propostas de emergência para interromper o fluxo de imigrantes via Bálcãs rumo à Europa ocidental no caso de as ações para limitar a chegada à Grécia pela Turquia não funcionarem.

Os países do grupo de Visegrado, Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia disseram apoiar o plano da União Europeia para uma força conjunta de fronteira e para a cooperação com a Turquia, mas alegaram que um planejamento urgente é necessário para a rota migratória do oeste dos Bálcãs.

O plano incluiria o aumento da segurança nas fronteiras dos países dos Bálcãs, o que significaria que a fronteira norte da Grécia poderia ser fechada para interromper o fluxo de migrantes para a Macedônia e mais adiante.

A ideia enfrenta a oposição da Alemanha, onde a chanceler Angela Merkel disse que a Grécia precisa de ajuda para cumprir as suas obrigações de proteção da fronteira, e não ser cortada por novas fronteiras no seu limite ao norte.

Os países da Europa central, assim como outros do bloco, estão céticos em relação à capacidade grega de limitar os migrantes, muitos dos quais fogem da guerra na Síria e em outros locais, e temem que a Turquia não vai conseguir conter a quantidade de pessoas que cruzam o mar Egeu.

"Um plano alternativo, pronto para implementação, deve ser desenvolvido para o caso de o avanço na proteção de fronteiras e cooperação com a Turquia não der os resultados esperados”, afirmaram os países do grupo de Visegrado num comunicado.

(Por Jan Lopatka e Jason Hovet)

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