Cunha ataca "manobra" para eleição de Picciani à liderança do PMDB

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou o movimento para aumentar na bancada do PMDB o número de deputados aliados a Leonardo Picciani (RJ) na disputa pela liderança do partido na Casa e chamou de "manobra" o convite a parlamentares de outros partidos para cargos executivos de modo que suplentes peemedebistas possam assumir seus mandatos.

“Manobra está sendo feita na tentativa da liderança do PMDB que está trazendo titular ... para nomear deputados provisoriamente de outros partidos para crescer a bancada”, disse Cunha mais cedo nesta terça-feira.

O comentário foi feito por Cunha ao negar que haveria “manobra” a seu favor no Conselho de Ética com a saída de um parlamentar que já havia se posicionado pela continuidade do processo que o presidente da Câmara responde por quebra de decoro, e a possibilidade de que um aliado seu assuma a vaga.

Cunha referiu-se ainda a deputados federais do PMDB do Rio de Janeiro, que estariam deixando temporariamente seus cargos no governo do Estado para assumir seus mandatos na Câmara e somar votos a favor do atual líder, recente desafeto do presidente da Câmara.

Para Cunha, os parlamentares, assim como o ministro da Saúde, Marcelo Castro, estarão no seu direito de assumirem como titulares para participar da eleição. Ponderou, no entanto, que caso Picciani vença a disputa, terá para si uma “vitória artificial”, a partir da maioria de uma bancada criada “especificamente” para elegê-lo.

Picciani irá disputar a liderança da maior bancada da Câmara com o candidato apoiado por Cunha, o deputado Hugo Motta (PB). A eleição ocorrerá na quarta-feira, por voto secreto.

A divisão na bancada do PMDB ficou escancarada quando Picciani indicou nomes favoráveis ao governo para compor uma comissão que analisará abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Depois disso, os deputados chegaram a destituir Picciani da liderança do partido na Câmara, mas ele retomou o cargo oito dias depois.

De acordo com o presidente da Câmara, “é um erro” interpretar a eleição da liderança do PMDB como uma disputa entre governo e oposição ou entre favoráveis ou contrários ao impeachment.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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