Ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali morre aos 93 anos

Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Boutros Boutros-Ghali, cujo mandato foi marcado pela guerra na antiga Iugoslávia, por um surto de fome e genocídio na África e uma confrontação com os Estados Unidos, morreu nesta terça-feira aos 93 anos de idade.

O Conselho de Segurança da ONU fez um minuto de silêncio depois que o falecimento foi anunciado, ainda nesta terça-feira, pelo embaixador da Venezuela na entidade, Rafael Dario Ramírez Carreño, chefe do Conselho durante o mês de fevereiro.

    O egípcio Boutros-Ghali comandou a ONU entre 1992 e 1996. Ele morreu no Hospital Al Salam, no Cairo, disse uma autoridade hospitalar.

    Como primeiro secretário-geral africano da ONU, Boutros-Ghali se solidarizou com a fome na Somália e organizou a primeira grande operação de socorro da organização na nação do Chifre da África.

    Mas nem por isso ele teve sucesso, seja em seu continente natal ou em outras partes, em uma época na qual a ONU vacilava em um mundo pós-comunista cada vez mais caótico e, juntamente com as grandes potências de seu Conselho de Segurança, subestimava a profunda animosidade por trás de muitos conflitos.

    Boutros-Ghali, que tinha fama de ser orgulhoso e irritadiço, também encarou a tarefa intimidante de reorganizar a burocracia da ONU, cortando postos e demovendo autoridades em um ritmo que lhe rendeu o apelido de "o faraó".

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