Estudo sugere que Zika vírus pode atravessar placenta

Por Kate Kelland

LONDRES (Reuters) - No que foi descrito por especialistas como outra parte de evidência ligando o Zika com má-formação cerebral em recém-nascidos, pesquisadores relataram nesta quarta-feira a descoberta do vírus no líquido amniótico de duas mulheres grávidas cujos fetos foram diagnosticados com microcefalia.

Em um estudo na Lancet Infectious Diseases, os cientistas disseram que a descoberta sugere o Zika vírus pode atravessar a barreira placentária, mas não prova que causa a microcefalia, uma condição na qual os bebês nascem com cabeças menores que o normal.

Mais pesquisas são necessárias para compreender a ligação, disseram.

"Este estudo não pode determinar se o Zika vírus identificado nesses dois casos foi a causa de microcefalia nos bebês", afirmou Ana de Filippis, médica que conduziu o estudo no Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

"Até onde entendemos o mecanismo biológico que liga o vírus Zika à microcefalia, não podemos ter certeza de que um causa o outro."

Muito ainda permanece desconhecido sobre o Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya. Quatro de cada cinco pessoas que têm a infecção sequer exibem os sintomas -dores no corpo, febre amena e erupções cutâneas-, mas o Ministério da Saúde confirmou no ano passado a relação entre o Zika e o surto de microcefalia na Região Nordeste do país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência internacional pelo Zika em 1º de fevereiro, citando forte suspeita de relação entre o vírus em grávidas com a microcefalia.

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