Banco Mundial oferece financiamento de US$150 mi a países afetados pelo Zika

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Mundial anunciou nesta quinta-feira que está disponibilizando imediatamente financiamento de 150 milhões de dólares para ajudar a combater o surto de Zika vírus que afeta países da América Latina e do Caribe.

O organismo multilateral de crédito disse em comunicado que está pronto para aumentar esse apoio, se necessário, e que o montante inicial se baseia nas demandas atuais dos países afetados e na avaliação de equipes de especialistas enviadas para essas regiões.

O Banco Mundial também divulgou as projeções iniciais para o impacto econômico do vírus, afirmando esperar uma redução na produção econômica da região em 2016 de 3,5 bilhões de dólares, ou 0,06 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Essa previsão, no entanto, leva em conta que a resposta ao surto de Zika será rápida e bem coordenada. A estimativa também assume que os riscos mais significativos para a saúde são para as mulheres grávidas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) citou uma relação "fortemente suspeita" entre a infecção pelo Zika na gravidez e a microcefalia, uma má-formação em que bebês apresentam cabeça menor que o normal e por cérebros não desenvolvidos apropriadamente.

A OMS declarou o surto um emergência global de saúde pública em 1º de fevereiro.

O Brasil, o país mais afetado, confirmou mais de 500 casos de microcefalia e considera que a maioria deles tem relação com a infecção das mães pelo Zika. O país está investigando mais de 3.900 outros casos de microcefalia.

O Banco Mundial afirmou que um grupo de países latino-americanos e caribenhos altamente dependentes do turismo pode perder mais de 1 por cento do PIB neste ano. O banco não citou os nomes dos países, mas disse que eles podem precisar de apoio adicional da comunidade internacional.

"Nossa análise enfatiza a importância de uma ação urgente para suspender a disseminação do vírus e para proteger a saúde e o bem-estar das pessoas nos países afetados", disse o Banco Mundial.

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