Corrida presidencial republicana se concentra em quatro nomes antes da Carolina do Sul

Por Steve Holland e Emily Flitter

CHARLESTON/SUMTER, Carolina do Sul (Reuters) - A disputa republicana pela indicação do candidato presidencial do partido se tornou uma corrida de quatro concorrentes, na quarta-feira, no tocante a quem tem a experiência ideal e é mais conservador, dias antes de os eleitores do Estado da Carolina do Sul irem às prévias partidárias.

Em entrevistas para a televisão e eventos de campanha, Donald Trump, líder nas pesquisas, ameaçou processar Ted Cruz, senador do Texas, por causa de um anúncio de TV negativo, enquanto o senador Marco Rubio, da Flórida, acusou Cruz de mentir a respeito de seu histórico, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush questionou a experiência de Rubio para servir como presidente.

Em meio à troca de farpas, a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, endossou Rubio como a melhor opção dos republicanos para reconquistar a Casa Branca – um golpe em Bush, que havia feito bastante lobby para conquistá-la.

O apoio da governadora a Rubio, de 44 anos, representa uma ajuda valiosa para tentar atrair os eleitores antes da primária de sábado no Estado, a terceira etapa depois de Iowa e New Hampshire no processo de escolha do candidato do partido para a eleição de 8 de novembro, que elegerá o sucessor do presidente Barack Obama.

Bush teve um dia duro, sendo informado sobre o anúncio de Nikki pouco antes de um comício na cidade de Summerville durante o qual quatro membros da plateia questionaram sua estratégia de campanha e deram dicas sobre como ter mais impacto na Carolina do Sul.

A maior parte do embate entre os pré-candidatos ocorreu nas redes de televisão, já que Trump, bilionário do setor imobiliário e ex-apresentador de reality shows, de 69 anos, disparou ataques contra seus rivais em um encontro realizado pelo canal MSNBC, e Rubio e Cruz trocaram acusações em aparições consecutivas em um debate da CNN em Greenville, na Carolina do Sul.

Trump ficou furioso com um anúncio de TV da campanha de Cruz que abordou uma posição antiga do empresário a favor do aborto. Trump afirma que se tornou conservador e que agora se opõe à prática.

"Você olha um cara como Ted Cruz, ele é um cara nojento", disse Trump. "Ele não tem nenhum apoiador republicano no Senado, e ele trabalha no Senado. Pensem nisso. É difícil de acreditar".

(Reportagem adicional de Chris Kahn, em Nova York)

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