Ibovespa recua com bancos em sessão de noticiário corporativo intenso

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, em movimento marcado por intenso noticiário corporativo, enquanto queda de ações de bancos e da Vale guiaram leve realização de lucros após quatro altas seguidas.

O Ibovespa caiu 0,37 por cento, a 41.477 pontos. Nos últimos quarto pregões até a véspera, o índice acumulou ganho de quase 6 por cento. O volume financeiro somou 4,79 bilhões de reais.

No exterior, o petróleo perdeu fôlego e passou a operar volátil, contaminando Wall Street e corroborando o viés de baixa no pregão brasileiro.

A pauta doméstica ainda contou com queda de 4,11 por cento do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) no ano passado, que se confirmado pelos números do IBGE será o pior resultado para o PIB brasileiro desde 1990.

O saldo de capital externo na bolsa paulista voltou a ficar positivo em 2016, mas gestores consideram que é difícil avaliar se isso representa uma tendência diante da volatilidade ainda elevada nos mercados e incertezas domésticas.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO recuaram 2 por cento cada, pressionados pela revisão de estimativas de lucros e preços-alvos pelo Credit Suisse, que reiteram visão negativa para o setor bancário. O preço-alvo de Itaú foi reduzido de 30 para 25 reais e o do Bradesco passou de 26 para 22 reais. Também endossou a realização de lucros no setor bancário como um todo o corte de ratings de várias instituições pela Standard & Poor's na sequência do rebaixamento do Brasil na véspera. BANCO DO BRASIL cedeu 3,67 por cento e SANTANDER BRASIL caiu 0,43 por cento.

- VALE foi outro papel que passou por realização de lucros, fechando com as preferenciais de classe A em queda de 2,79 por cento. A mineradora reportou produção de 88,411 milhões de toneladas no quarto trimestre, excluindo a oferta atribuível à Samarco e incluindo compras de terceiros, alta anual de 2,4 por cento. A ação PNA da Vale havia valorizado-se quase 16 por cento na sequência de quatro altas até a véspera.

- USIMINAS desabou 13 por cento, liderando as perdas do Ibovespa, na esteira de resultado do quarto trimestre que mostraram Ebitda negativo e aumento da alavancagem, enquanto reunião do Conselho de Administração na véspera não trouxe soluções para o endividamento da siderúrgica.

- PETROBRAS encerrou com as preferenciais em queda de 1,92 por cento e as ações ordinárias com declínio de 2,65 por cento, conforme os preços do petróleo no mercado externo perderam fôlego, chegando a oscilar também no vermelho.

- OI encerrou em queda de 5,49 por cento, após avançar quase 11 por cento pela manhã, em meio a expectativas relacionadas a uma reunião da Anatel para discutir o termo de ajustamento de conduta (TAC) à operadora de telecomunicações para trocar dívida em multas por investimentos. Até o fechamento, não havia nenhuma decisão sobre o tema.

- BRASKEM saltou 7,26 por cento, após a petroquímica reportar geração de caixa medida pelo Ebitda de 2,234 bilhões de reais em termos ajustados no quarto trimestre de 2015, alta de 65 por cento sobre o obtido um ano antes, bem como que irá propor dividendo de 1 bilhão de reais em assembleia de acionistas.

- NATURA avançou 4,5 por cento, revertendo perdas da abertura, apesar de analistas avaliarem que segue difícil o cenário para a fabricante de cosméticos, cujo lucro caiu 35,4 por cento no quarto trimestre ano a ano. Operadores atrelaram o movimento da ação à cobertura de posições vendidas, uma vez que o papel figura entre os mais difíceis de encontrar para alugar.

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