Lucro trimestral do Wal-Mart cai; varejista prevê fraco crescimento de vendas

(Reuters) - O Wal-Mart Stores informou nesta terça-feira lucro trimestral mais baixo, e previu vendas fracas em um cenário de deflação e fraca demanda globalmente.

O lucro da maior varejista do mundo ficou sob pressão recentemente devido a custos para elevar salários, melhorar suas lojas e construir sua própria infraestrutura de comércio eletrônico, enquanto disputa mercado com a rival Amazon.com.

Resultados do quarto trimestre fiscal encerrado em 31 de janeiro mostram que o Wal-Mart está tendo dificuldades para fazer com que esses investimentos tragam crescimento significativo de receita, mas também está sofrendo com o dólar mais forte que está "comendo" o valor das receitas geradas no exterior.

A empresa disse que as vendas em lojas nos Estados Unidos abertas há ao menos um ano subiram 0,6 por cento na comparação com o ano anterior. Esse foi seu sexto ganho trimestral seguido, mas ficou abaixo da expectativa do mercado de alta de 1 por cento.

No trimestre atual, o Wal-Mart disse esperar aumento de 0,5 por cento das vendas mesmas lojas nos EUA, menor que o 1,1 por cento de um ano antes.

A varejista também disse esperar que suas receitas líquidas fiquem estáveis neste novo ano fiscal, abaixo da previsão anterior de crescimento de 3 a 4 por cento.

No quarto trimestre, o lucro líquido do Wal-Mart caiu 7,9 por cento, para 4,57 bilhões de dólares, ou 1,43 dólar por ação diluída.

Excluindo encargos de fechamentos de lojas e outros itens, o lucro foi de 1,49 dólar por ação, superando a estimativa média de analistas de 1,46 dólar por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

O Wal-Mart anunciou no mês passado que poderá fechar 269 lojas globalmente.

As receitas consolidadas caíram 1,4 por cento, para 129,7 bilhões de dólares, mas o Wal-Mart disse que teriam aumentado 2,2 por cento não fosse pelo aumento do dólar.

O lucro operacional dos negócios internacionais do Wal-Mart caíram 19 por cento, para 1,7 bilhão de dólares, refletindo o dólar mais forte, 115 fechamentos de lojas na América Latina e condições de mercado mais difíceis na China, Reino Unido e no Brasil. A companhia disse que seus negócios mexicano e canadense tiveram bom desempenho no trimestre.

(Por Nathan Layne)

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