Escócia buscará referendo de independência se Grã-Bretanha deixar UE, diz líder nacionalista

Por Ana Nicolaci da Costa

LONDRES (Reuters) - Se a Grã-Bretanha votar em um referendo programado para junho para deixar a União Europeia contra o desejo da Escócia, a pressão crescerá por um segundo referendo de independência, afirmou o líder nacionalista escocês neste sábado.

Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês e do governo escocês, disse que apoia a permanência na União Europeia, e as pesquisas mostram que a maioria dos 5 milhões de escoceses também endossa essa visão.

No entanto, o voto escocês é diminuído pelos 53 milhões de representantes ingleses, por volta de 84 por cento da população do Reino Unido.

"Ao redor do Reino Unido, as pesquisas sugerem que essa campanha está acirrada e por isso eu acho que é importante que a campanha interna seja positiva", disse Sturgeon.

"Se chegarmos a essa situação, na qual a Escócia vota para ficarmos, e o resto do Reino Unido vota para saírmos, então as pessoas da Escócia terão muitos questionamentos e vão querer mais uma vez descobrir se a Escócia deveria ser independente." 

Os escoceses rejeitaram a independência por 55 a 45 por cento em uma eleição realizada em 2014, mas, desde então, o SNP ganhou ainda mais força, tomando 56 dos 59 assentos escoceses no parlamento nacional, em Londres, na última eleição de maio.

O primeiro-ministro, David Cameron, neste sábado, convocou um referendo para 23 de junho sobre a permanência do país na União Europeia depois de fechar um acordo com os líderes da UE.

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