Ex-chefe do futebol da Guatemala se declara inocente de acusações de suborno nos EUA

Por Nate Raymond

NOVA YORK (Reuters) - Um ex-presidente da Federação de Futebol da Guatemala se declarou nesta quarta-feira inocente das acusações de que participou de um esquema de pagamento de subornos no centro de uma investigação de corrupção na Fifa, a entidade que comanda o esporte em todo o mundo.

Brayan Jiménez apresentou sua declaração por meio de seu advogado em um tribunal federal do Brooklyn, na cidade norte-americana de Nova York, negando as acusações de conspiração para extorquir e de fraudes eletrônicas um dia depois de ser extraditado da Guatemala, onde foi preso em janeiro.

O juiz Ramon Reyes estabeleceu sua fiança em 1,5 milhão de dólares, e ordenou que Jiménez, de 61 anos, fique confinado na casa de um amigo em Nova Jersey.

Jiménez indicou que pode estar disposto a fazer um acordo, respondendo "está correto" quando indagado pelo juiz se deseja dispor de tempo para possíveis discussões com o governo dos EUA sobre uma nova posição quanto à sua declaração de inocência.

Do lado de fora da corte, Justine Harris, sua advogada, disse aos repórteres que Jiménez "está pronto para encarar as acusações".

Jiménez está entre os 41 indivíduos e entidades indiciados na investigação norte-americana sobre esquemas envolvendo mais de 200 milhões de dólares em propinas e suborno para dirigentes de futebol na negociação de direitos de marketing e de transmissão de torneios e partidas da modalidade.

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