Líderes republicanos tentam encontrar estratégia para deter crescimento de Trump

Por Megan Cassella e Doina Chiacu

WASHINGTON (Reuters) - Líderes do Partido Republicano buscavam uma estratégia nesta sexta-feira para impedir o principal pré-candidato presidencial da legenda, Donald Trump, de se tornar o indicado para a eleição de novembro.

O presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Paul Ryan, disse que não tem interesse em se tornar concorrente à Presidência dos Estados Unidos, e o senador Ted Cruz, pré-candidato que enfrenta Trump nas disputas primárias, descartou um acordo para escolher o candidato republicano em uma convenção em julho como forma de impedir que Trump obtenha a nomeação.

Líderes do partido querem bloquear Trump porque consideram que ele não seria capaz de vencer a principal pré-candidata democrata, Hillary Clinton, na eleição, mas o tempo está se esgotando, depois que o empresário obteve grandes vitórias nas disputas prévias da Superterça nesta semana.

Republicanos se queixam que as políticas de Trump, como a promessa de construir um muro na fronteira EUA-México e proibir temporariamente os muçulmanos de entrarem nos Estados Unidos, irão provocar uma rejeição do eleitorado em novembro, além de frustrar aliados dos EUA.

Aparentemente preocupado com Trump, um novo grupo em apoio a Ryan apresentou documentos à Comissão Eleitoral Federal, na quinta-feira, pedindo autorização para arrecadar recursos para lançar o presidente da Câmara como uma alternativa republicana.

Ryan, um especialista em orçamento que foi candidato a vice-presidente em 2012, é visto por muitos no partido como um unificador depois que assumiu o cargo de presidente da Câmara no ano passado com a missão de resolver uma disputa interna entre parlamentares do partido na Casa.

Mas ele não mostrou qualquer sinal de querer carregar a bandeira dos republicanos na eleição de novembro.

"Ele se sente lisonjeado, mas não está interessado", disse a porta-voz de Ryan Ashlee Strong em um e-mail nesta sexta-feira.

Cruz, por sua vez, rejeitou a ideia de um acordo do partido para escolher alguém que não seja Trump na convenção dos republicanos em Cleveland, em julho.

"Se os negociadores em Washington tentarem roubar a nomeação do povo, acho que seria um desastre. Provocaria uma revolta", disse o senador do Texas a repórteres em Maine.

Trump, magnata do setor imobiliário que lidera as pesquisas pela nomeação republicana, disse nesta sexta-feira em discurso lotado no Michigan: "Eu não sou um republicano normal".

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