Ministro de Energia da Colômbia renuncia em meio a crise de oferta por seca

BOGOTÁ (Reuters) - O ministro de Minas e Energia da Colômbia, Tomás González, pediu demissão do cargo, disse nesta segunda-feira o presidente do país, Juan Manuel Santos, em meio a uma crise na geração de energia impulsionada por uma seca.

A Colômbia tem sofrido com uma severa seca em boa parte do território desde que o fenômeno El Niño começou no ano passado, e a redução do nível de água nos reservatórios de usinas hidrelétricas causou danos em geradores de energia.

Um incêndio no mês passado na usina hidrelétrica de Guatape também desligou turbinas e limitou o fluxo de água para outras usinas.

Santos pediu que o país limite o uso de energia elétrica em uma tentativa de evitar que um racionamento seja necessário.

"O ministro de Minas, Tomás González, assumiu a responsabilidade pelo atraso nas medidas de economia (de energia) e apresentou sua carta de demissão", disse Santos a jornalistas em Bogotá.

Maria Lorena Gutierrez, atual ministra da Presidência, assumirá o cargo, disse Santos.

O governo irá impor um sistema de incentivos, com penalidades para quem consumir mais energia e benefícios para residências e empresas que reduzirem o consumo médio.

"Como presidente, eu preferia ter tomado essas medidas mais cedo", disse Santos.

Cerca de 70 por cento da energia do país é gerada por usinas hidrelétricas.

(Por Redação em Bogotá)

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