Trump defende unidade entre republicanos após vitórias, e Sanders surpreende Hillary

  • Por Ginger Gibson

Por Ginger Gibson

MONROE, EUA (Reuters) - Donald Trump ficou mais próximo de conquistar a nomeação para ser o candidato republicano a presidente dos Estados Unidos em 2016 com as suas últimas vitórias em primárias e, nesta quarta-feira, pediu para que as forças dentro do partido contrárias a sua campanha o apoiem ou corram o risco de perder para os democratas em novembro.

O magnata do setor imobiliário adotou um tom mais conciliador em relação à corrente principal republicana que tem resistido bastante ao seu avanço, apoiando primeiro candidatos favoritos que fracassaram nas votações e, depois, colocando dinheiro em campanhas contra ele.

"Se nós aceitarmos o que está acontecendo e todo mundo se unir, em vez de gastar todo esse dinheiro nesses anúncios que, francamente, são equivocados, e eles são apenas anúncios falsos”, disse Trump ao canal de TV Fox News. “Se todo mundo se unir, ninguém pode derrotar o Partido Republicano. Nós seguiríamos para Washington.”

Trump, o favorito para ganhar a nomeação do partido para as eleições de 8 de novembro, elogiou o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, depois de falar com ele pelo telefone nesta semana, chamando o líder republicano de um “bom homem”. O gabinete de Ryan disse que o parlamentar está telefonando para todos os candidatos republicanos para discutir uma pauta de políticas conservadoras.

Com as vitórias em prévias na terça-feira, levando a importante Michigan e também Mississippi e Havaí, o bilionário de Nova York, de 69 anos, se contrapôs a uma semana de ataques vindos da corrente principal republicana e a previsões de que a sua campanha poderia estar perdendo ritmo.

A vitória convincente em Michigan restaurou o ímpeto da sua campanha, limitando o prospecto de as forças anti-Trump do partido o pararem, no momento em que várias disputas relevantes se aproximam em 15 de março.

Com as vitórias da terça-feira, Trump aumentou a sua vantagem em números de delegados, na busca dos 1.237 necessários para levar a nomeação. Trump tem agora 446 delegados, com o senador Ted Cruz, do Texas, em segundo lugar com 347, de acordo com o The New York Times.

Cruz, de 45 anos, que ganhou disputas suficientes para se apresentar como uma alternativa viável a Trump, ganhou o apoio da ex-rival republicana Carly Fiorina nesta quarta-feira e fez um apelo para que republicanos anti-Trump façam o mesmo.

“Se você não quer Donald Trump como candidato, se você não quer entregar a eleição numa bandeja de prata para Hillary Clinton e os democratas, então eu peço para que você se junte a nós”, disse Cruz em Miami.

Trump, ex-astro de um reality show, tem apimentado a sua campanha com ataques a rivais e críticos. Muitos republicanos tradicionais têm se ofendido com as suas declarações sobre muçulmanos, imigrantes e mulheres, ao mesmo tempo que têm ficado alarmados pelas suas ameaças a tratados de comércio internacional.

Na disputa do Partido Democrata, Bernie Sanders surpreendeu a favorita Hillary Clinton numa vitória apertada em Michigan, dando a sua campanha nova energia. Hillary venceu em Mississippi, mas a vitória de Sanders em Michigan foi vista como um resultado que provavelmente resultará numa luta prolongada pela candidatura.

A campanha de Hillary Clinton tem sido afetada por causa do seu uso de um e-mail privado quando ela era secretária de Estado. Num sinal de que o tema não vai sair de pauta, o Comitê Nacional Republicano entrou com um processo nesta quarta-feira para obter registros de Hillary e seus assessores.

(Reportagem adicional de Susan Heavey, Doina Chiacu, Susan Cornwell em Washington)

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