Cientistas descobrem que colesterol 'bom' pode algumas vezes ser ruim

Por Ben Hirschler

LONDRES (Reuters) - O chamado “bom” colesterol pode aumentar os riscos de ataque do coração em algumas pessoas, disseram pesquisadores nesta quinta-feira, numa descoberta que lança novas dúvidas sobre drogas fabricadas para aumentá-lo.

O colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL) é geralmente associado com riscos reduzidos para o coração, uma vez que ele costuma compensar os efeitos de obstrução de artérias ligados à forma de baixa densidade (LDL).

No entanto, algumas pessoas têm uma rara mutação genética que leva a um alto nível de HDL no corpo, e esse grupo, paradoxalmente, apresenta um risco maior para doenças do coração, relataram cientistas no periódico Science.

"Os nossos resultados indicam que algumas causas de HDL elevado na verdade aumentam os riscos de doenças do coração”, afirmou o pesquisador Daniel Rader, da Universidade da Pensilvânia. “Essa é a primeira demonstração de uma mutação genética que aumenta o HDL, mas aumenta o risco de doenças do coração.”

Os cientistas descobriram que pessoas com a mutação apresentam um risco relativo maior de ter doenças coronárias, quase o equivalente ao risco causado por fumo.

A descoberta pode ajudar a explicar por que drogas para aumentar o HDL não conseguiram até agora resultar nos benefícios esperados em testes clínicos.

Peter Weissberg, diretor-médico da Fundação do Coração Britânica, que apoiou o estudo, afirmou que a nova pesquisa lança luz sobre um grande enigma e poderia abrir novas fronteiras para a medicina a longo prazo.

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