Conab eleva previsão de safra de soja do Brasil para 101,18 mi t

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou nesta quinta-feira a previsão para a safra brasileira de soja 2015/16 para 101,18 milhões de toneladas, em meio à colheita do grão, ante uma previsão de 100,93 milhões de toneladas feita em fevereiro.

A estatal melhorou suas projeções para o Centro-Oeste, mas reduziu a previsão para o Paraná e para a região conhecida como Matopiba --Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.

Para o Centro-Oeste, a previsão de safra cresceu mais de 1 milhão de toneladas ante o relatório de fevereiro, principalmente por uma melhora nas expectativas para a colheita de Mato Grosso, que chegou a ser ameaçada por falta de chuvas no fim de 2015 e nas primeiras semanas de 2016.

"A despeito desse quadro, houve considerável melhoria das estimativas em comparação àquela levantada em janeiro (relatório divulgado em fevereiro), em função das condições climáticas favoráveis e do bom desempenho das novas cultivares, contrariando o pensamento reinante em janeiro, quando existia o receio de que a irregularidade das chuvas observada ao longo do mês poderia prejudicar a lavoura", disse a Conab, a respeito das plantações de soja de Mato Grosso.

Segundo a Conab, a normalização climática em fevereiro em Mato Grosso possibilitou que a colheita avançasse com rapidez, com lavouras em boas condições e nível de pragas e doenças dentro da normalidade.

No Paraná, a Conab reduziu sua previsão em cerca de 640 mil toneladas, após chuvas recentes.

"A soja foi afetada pelo excesso de chuvas, a redução da luminosidade, bem como em razão da estiagem ocorrida em janeiro, associada às altas temperaturas", escreveram os técnicos da companhia.

A Conab reduziu ainda a previsão para o Matopiba em mais de meio milhão de toneladas, corroborando a visão do mercado de que a seca recente na região tem afetado as lavouras.

No Piauí e na Bahia, a previsão já é de uma queda de produtividade ante a temporada passada, em contraste com uma perspectiva de melhora que ainda era registrada no relatório divulgado em fevereiro.

"No Maranhão os produtores que semearam nas primeiras chuvas de outubro tiveram perdas representativas, sendo obrigados a fazerem o replantio ou optar pelo plantio de milho primeira safra... Em Tocantins, áreas significativas que estavam disponibilizadas para o plantio desta oleaginosa foram substituídas pelo cultivo do milho e do arroz de sequeiro, em face das dificuldades da semeadura em função da escassez de chuvas registradas em outubro, novembro e dezembro", completou a Conab.

Caso confirmada, a safra recorde de 101,18 milhões de toneladas representará um crescimento de 5,1 por cento ante 2014/15. Até o momento, os produtores colheram pouco mais de um terço da produção estimada.

Uma pesquisa da Reuters no início da semana, reunindo 19 previsões de analistas e entidades, apontou para uma safra de 100,3 milhões de toneladas na atual temporada.

(Por Gustavo Bonato)

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