Conab melhora previsão para 2ª safra de milho no país em 2015/16

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá colher em 2015/16 a segunda melhor safra de milho de sua história, projetou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que elevou a previsão de produção do total do cereal para 83,52 milhões de toneladas, com um incrementos na "safrinha" compensando uma queda na primeira.

Em fevereiro, a previsão da Conab era de safra de 83,34 milhões de toneladas, após um recorde de 84,67 milhões em 2014/15.

Para a primeira colheita, a agência estatal reduziu a previsão para 28,24 milhões, ante 28,36 milhões em fevereiro, por perdas de produtividade.

Já para a segunda safra, também conhecida como "safrinha" e que está em plena fase de plantio, a Conab elevou a previsão em 290 mil toneladas, para um recorde de 55,28 milhões de toneladas.

O principal fator a elevar a previsão da segunda safra foi justamente a área plantada, que é vista agora em alta de 1,8 por cento ante a safrinha de 2014/15. Em fevereiro, a previsão de alta era de 0,7 por cento.

Essa ampliação da área consegue até suplantar uma previsão de queda de 0,5 por cento nas produtividades médias da segunda safra, na comparação com a temporada passada.

"Na medida em que a colheita da soja avança (em Mato Grosso), ajudada pelo clima que permite a entrada dos equipamentos nas lavouras, a grande expectativa se relaciona com o comportamento dos produtores em relação à ampliação ou não da área plantada com o milho segunda safra, que por ocasião do levantamento já havia semeada em torno de 60 por cento da estimativa", disse a Conab.

Até o mês passado, os técnicos do governo projetavam uma estabilidade na área plantada em Mato Grosso, principal produtor nacional de milho na segunda safra. No relatório divulgado nesta quinta, já aparece uma previsão de leve alta de 1 por cento na área semeada.

A Conab destaca, no entanto, que o clima continuará sendo decisivo para a safrinha de milho no Centro-Oeste, não apenas porque influencia diretamente nas produtividades, mas também porque uma previsão de poucas chuvas poderia reduzir o estímulo para expansão de área pelos agricultores.

"A ausência das chuvas em algumas regiões produtoras, que no momento é extremamente importante para a colheita da soja, tem gerado entre os produtores uma forte indecisão sobre o momento apropriado para o plantio do cereal", destacou a Conab.

Por outro lado, a estatal avaliou que uma normalização das chuvas provocaria forte incremento do plantio, acima do que já está previsto no levantamento atual.

"O clima estabelecerá a dependência (para uma definição de safra), uma vez que as condições de mercado são estimuladoras", disse a Conab.

Para o Paraná, segundo maior produtor de milho, após Mato Grosso, a Conab elevou ligeiramente a previsão de colheita, em cerca de 40 mil toneladas, para 12 milhões de toneladas, também com aumento de área e ligeira perda de produtividade na comparação com o relatório de fevereiro.

"No Paraná, a área de milho segunda safra no Estado terá aumento... em razão dos preços elevados. O plantio do milho atrasou na última semana em razão da interrupção da colheita de soja, ocasionada pelas chuvas. Ademais, a previsão metereológica de mais chuvas e geadas gerou a redução do potencial produtivo", disse a Conab.

(Por Gustavo Bonato)

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