Dilma cobra investigação de ato contra UNE e questiona ação policial em manifestação pró-Lula

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff pediu neste domingo investigação de uma "ação violenta" cometida contra a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Paulo, que teria sido pichada com dizeres contra os estudantes e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado.

A presidente também questionou as motivações "para a ação de policiais armados durante uma plenária em apoio" ao ex-presidente Lula na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em Diadema, na sexta-feira à noite.

"É preciso que o governo de São Paulo apure com rigor o ocorrido... Que os fatos sejam plenamente esclarecidos", afirmou Dilma no comunicado.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse em nota que a Polícia Militar foi informada de que haveria uma passeata com saída do Sindicato dos Metalúrgicos de Diadema, e que uma única viatura dirigiu-se ao local para verificar qual seria o trajeto.

"(Os policiais) foram orientados a ingressar no local para falar com os responsáveis, quando, porém, passaram a ser hostilizados por várias pessoas presentes, que impediram a saída dos policiais. Para evitar qualquer tumulto, foram orientados a dirigir-se até uma sala reservada e aguardar a chegada da Força Tática", afirmou a secretaria.

"Sobre a referência à sede da UNE, a Polícia Civil desconhece a ocorrência. A PM também não foi acionada pela entidade."

Em sua nota, a presidente Dilma classificou de "intolerável a violência cometida por vândalos" contra a sede da UNE em São Paulo.

"Trata-se de uma ação violenta, que confunde o debate político saudável e democrático com a disseminação do ódio. Como venho afirmando à imprensa, ações que constituam provocação, violência e vandalismo prestam enorme e preocupante desserviço ao Brasil", disse.

A nota da presidente foi divulgada no dia de manifestações pelo Brasil contra o seu governo, em meio ao acirramento de tensões políticas no país, principalmente após o pedido de prisão do ex-presidente Lula por promotores de São Paulo.  

(Por Tatiana Ramil)

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