Mulher estava entre membros do PKK responsáveis por ataque em Ancara, dizem fontes

Por Orhan Coskun

ANCARA (Reuters) - Uma militante do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) está entre os dois suspeitos de explodirem um carro-bomba que deixou 37 pessoas mortas em Ancara, capital da Turquia, disseram autoridades da segurança nesta segunda-feira.

O ataque de domingo, que devastou um terminal de transporte lotado a poucos metros dos Ministérios da Justiça e do Interior, foi o segundo ataque do tipo no coração administrativo da cidade em menos de um mês.

Evidências indicam que entre os agressores estava uma mulher que se juntou ao grupo militante PKK em 2013, disseram as autoridades da segurança à Reuters. Ela nasceu em 1992 na cidade turca de Kars, no leste do país, disseram.

A violência está em alta no sudeste turco, de maioria curda, desde que um cessar-fogo com o PKK foi quebrado em julho. Os militantes, que dizem estar lutando pela autonomia curda, vinham focando os ataques nas forças de segurança de cidades da região, muitas sob toque de recolher.

Ataques em Ancara e em Istambul durante o ano passado, e a atividade do Estado Islâmico assim como de militantes curdos, aumentaram as preocupações entre aliados da Otan que veem a estabilidade turca como vital para a contenção da violência nas fronteiras com a Síria e o Iraque. O presidente Tayyip Erdogan também busca dissipar qualquer noção de que luta para manter a segurança.

"Com o poder do nosso Estado e sabedoria do nosso povo, vamos arrancar as raízes desta rede de terror que tem como alvo nossa unidade e paz", disse o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, no Twitter.

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