Antes de visita a Cuba, Obama relaxa regras de comércio e viagens

Por Matt Spetalnick e David Alexander e Daniel Trotta

WASHINGTON/HAVANA (Reuters) - Os Estados Unidos divulgaram na terça-feira novas medidas para tornar muito fácil a visita de norte-americanos a Cuba e para que o governo comunista da ilha possa promover o comércio internacional há muito restrito, no momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, se prepara para uma visita histórica a Havana na próxima semana.

Ao revelar algumas das mudanças mais significativas desde que Obama iniciou a reaproximação com Cuba em dezembro de 2014, o governo norte-americano anunciou o relaxamento dos limites para o uso de dólares no comércio externo de Cuba, removendo um grande obstáculo para que Havana possa acessar o sistema bancário global.

Autoridades dos EUA expressaram a esperança de que o novo relaxamento das regras financeiras e de viagens possa incentivar o governo comunista a responder com reformas econômicas que vêm demorando a se concretizar.

As novas medidas permitirão que os norte-americanos viajem com mais facilidade para Cuba independentemente de terem propósitos educacionais, culturais e de outros tipos, e que até então requeriam autorização, e sem ter que fazer parte de grupos de turistas.

    As novas regras representam a mais recente iniciativa da administração Obama de usar as prerrogativas do Executivo para suplantar a resistência do Congresso norte-americano, dominado pelo partido Republicano, de acabar com o embargo econômico de cinco décadas de Washington contra Cuba.

O afrouxamento nas exigências se dá às vésperas da visita de Obama a Cuba entre os dias 20 e 22 de março, a primeira de um mandatário dos EUA em 88 anos.

Os críticos de Obama o acusam de ceder demais em troca de muito pouco por parte do presidente cubano, Raúl Castro, e de agora estar dando uma "volta da vitória" prematura. Desde que Obama e Raúl anunciaram a reaproximação, os dois países reataram as relações diplomáticas e abriram embaixadas em Havana e Washington.

As alterações anunciadas na terça-feira também podem abrir o caminho para as equipes da principal liga de beisebol norte-americana eventualmente contratar jogadores cubanos sem que esses tenham que desertar.

Os cubanos poderão a partir de agora receber salário ou pagamento nos Estados Unidos sem necessidade de renunciar à cidadania cubana, o que pode abrir as portas dos EUA também para artistas cubanos.

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