Galp corta investimento em 15% até 2020, congela aumento de dividendos a partir de 2017

Por Shrikesh Laxmidas e Andrei Khalip

LISBOA/LONDRES (Reuters) - A Galp Energia reduziu seu plano de investimentos em 15 por cento para os próximos cinco anos, dado o preço baixo do petróleo, e cortou as estimativas de lucro antes de juros, impostos, deduções e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) além de abandonar a partir de 2017 sua política de elevação de dividendos por ação em 20 por cento ao ano, anunciou.

Na apresentação do "Capital Markets Day" em Londres, a Galp confirmou que ainda vai aplicar essa política em 2016, mas adiantou que o "plano de negócios assume um dividendo de 0,5 euro por ação 'flat' a partir de 2017."

A petroleira portuguesa vê agora investimento de entre 1 bilhão e 1,2 bilhão de euros até 2020, contra o plano anterior de investir 1,2-1,4 bilhão de euros entre 2015 e 2019, segundo ano seguido de cortes na estratégia de investimentos. Para 2016, a empresa prevê investir de 1,1 a 1,3 bilhão de euros ante os 1,238 bilhão de euros do ano passado.

A Galp detém participações minoritárias em vários blocos do pré-sal na Bacia de Santos no Brasil, país que vê como grande motor de investimento e crescimento nos próximos anos.

O presidente-executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, salientou o esforço para encurtar o tempo de perfuração de poços de petróleo, especialmente no projeto de Lula/Iracema no Brasil, "onde estão a ser reduzidos dramaticamente com as eficiências a subirem de forma significativa."

A atividade de exploração e produção representa 85 por cento do plano de investimento total, e a Galp afirmou que a fatia do Brasil deverá diminuir com o projeto gigante de Lula/Iracema aumentando a produção para atingir seu auge.

A empresa também reduziu sua previsão de crescimento de Ebitda para 15 por cento em média por ano até 2020, ante os 20 por cento anteriormente previstos até 2019.

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