Problemas com software e impressora atrasaram descoberta de roubo em BC de Bangladesh

DACA (Reuters) - Os cibercriminosos que roubaram 81 milhões de dólares do banco central de Bangladesh parecem ter escondido seus rastros manipulando um software de um computador e uma impressora da autoridade monetária que se conectam a um sistema de mensagens, de acordo com um relatório apresentado à polícia local.

O relatório, apresentado por duas autoridades do banco central na tarde de terça-feira, afirma que um computador que o banco usa para solicitar transferências eletrônicas de dinheiro pelo sistema de mensagens SWIFT foi manipulado para que as autoridades não pudessem ver os registros de pedidos de movimentação de recursos.

Detalhes sobre os problemas com o computador e a impressora estão entre as primeiras pistas a surgir sobre como o ataque foi realizado.

O computador deveria manter esses registros para que fossem facilmente identificados por funcionários do banco, de acordo com o relatório.

As autoridades viram os primeiros sinais de que algo estava errado em 5 de fevereiro, quando observaram um defeito com uma impressora que estava programada para imprimir automaticamente todas as transferências feitas via SWIFT.

Quando as autoridades perceberam que as transações realizadas no dia anterior não tinham sido impressas, elas tentaram imprimir manualmente, mas não conseguiram, afirma o relatório visto pela Reuters nesta quarta-feira.

Alguns dias depois, quando os funcionários conseguiram imprimir as mensagens do sistema SWIFT, em 8 de fevereiro, viram que havia três do banco central dos Estados Unidos em Nova York pedindo informações sobre uma série de transações suspeitas. Isso levantou alerta sobre o roubou que acabou levando à demissão nesta semana do presidente do BC do país.

Um representante da SWIFT, uma cooperativa controlada por bancos e sediada em Bruxelas que administra o sistema de mensagens usado para requisição de transferências de dinheiro, não comentou o assunto.

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