Norte-americano que combateu no Estado Islâmico se rendeu a curdos, diz TV

(Reuters) - Um norte-americano de 26 anos que foi capturado por forças curdas no Iraque no início desta semana disse ter partido da Turquia para se unir ao Estado Islâmico antes de decidir fugir, de acordo com uma entrevista concedida à televisão curda na quinta-feira.

Na segunda-feira, dois milicianos curdos afirmaram que um norte-americano, barbudo e vestido de preto, havia se rendido depois de ser cercado perto do vilarejo de Golat, no norte do Iraque. Sua carteira de motorista, emitida no Estado norte-americano da Virgínia, o identificou como Kweis Mohammed Jamal.

Em um vídeo, Kweis, parecendo saudável mas abatido, conta sua viagem dos Estados Unidos à cidade iraquiana de Mosul e de lá para as mãos dos combatentes curdos, conhecidos como peshmergas.

Kweis disse ter viajado dos EUA a Londres em dezembro de 2015 e seguido para Amsterdã, na Holanda, e depois para a Turquia. Nessa última parada ele conheceu uma mulher de Mosul que disse poder ajudá-lo a chegar à sua cidade, que está sob controle do Estado Islâmico desde 2014.

"Ficamos nos conhecendo. Ela conhecia alguém que podia nos levar da Turquia para a Síria e da Síria para Mosul", disse Kweis.

Após uma série de viagens de carro, Kweis e a mulher se separaram e ele continuou com alguns combatentes do grupo militante que o levaram a Mosul. Ali ele ficou em uma casa que abrigava cerca de 70 pessoas, incluindo recrutas estrangeiros, todos os quais tiveram que entregar seus passaportes ao Estado Islâmico.

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