Ataques em aeroporto e metrô de Bruxelas deixam ao menos 26 mortos

Por Philip Blenkinsop e Francesco Guarascio

BRUXELAS (Reuters) - Pelo menos 26 pessoas morreram em ataques coordenados em um aeroporto de Bruxelas e em um trem do metrô na hora do rush na capital belga nesta terça-feira, espalhando o medo pela Europa e levando alguns países da região a bloquearam o transporte entre as fronteiras.

Uma testemunha disse ter ouvido gritos em árabe pouco antes de duas detonações ocorrerem no terminal de embarque do aeroporto lotado. Fotos publicadas em redes sociais mostraram fumaça emergindo do edifício do terminal através de janelas estilhaçadas e passageiros fugindo por uma rampa, alguns carregando suas bagagens.

A procuradoria federal disse que uma das explosões provavelmente foi provocada por um homem-bomba. O ministro da Saúde disse que 11 pessoas morreram no aeroporto e 81 ficaram feridas.

Todo o transporte público de Bruxelas foi interrompido, como foi feito em Londres em 2005, quando ataques de militantes no metrô mataram 52 pessoas. Duzentos e vinte e cinco soldados adicionais foram enviados à cidade, e o Centro de Crise Belga, claramente temeroso de um novo incidente, apelou à população: "Fiquem onde estão".

As explosões no aeroporto e na estação de metrô aconteceram quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de um possível participante dos ataques de militantes em Paris em novembro passado, que deixaram 130 mortos. A polícia belga estava em estado de alerta elevado pela possibilidade de uma ação retaliatória.

Alex Rossi, da rede de televisão britânica Sky News, estava no aeroporto e relatou ter ouvido duas explosões muito forte. "Senti o edifício se mexer. Também havia poeira e fumaça... fui em direção ao local da explosão e havia pessoas saindo e parecendo muito atordoadas e chocadas".

Alphonse Youla, de 40 anos, que trabalha no aeroporto, disse ter ouvido um homem gritar em árabe antes da primeira detonação. "Depois o teto de vidro do aeroporto desabou".

"Ajudei a retirar cinco pessoas mortas, com as pernas mutiladas", contou, com as mãos cobertas de sangue.

As explosões causaram preocupação em todo o oeste da Europa, e Grã-Bretanha e França pediram reuniões de segurança emergenciais. Os militares da Holanda reforçaram a segurança nos aeroportos e nas fronteiras, e a Grã-Bretanha intensificou a presença policial em locais importantes, como terminais de transporte.

Vídeos revelaram a devastação no terminal de embarque mostrando telhas e vidro espalhados pelo chão. Alguns passageiros emergiram do terminal com respingos de sangue nas roupas. Outros se sentavam enrolados em cobertores. Uma testemunha disse que as explosões ocorreram em um guichê de check-in.

Citando o corpo de bombeiros, a agência de notícias belga relatou que 11 pessoas foram mortas no aeroporto, mas ainda não há certeza sobre as baixas.

A estação de metrô atingida foi Maelbeek, próxima de instituições da União Europeia.

A rede VRT exibiu uma foto de um vagão de metrô em uma plataforma com as portas e janelas completamente estraçalhadas, a estrutura deformada e o interior destroçado e chamuscado, e disse que dez pessoas morreram na detonação.

Um jornalista local tuitou uma foto de uma pessoa caída e coberta de sangue em meio à fumaça do lado de fora da estação de Maelbeek, na importante Rue de la Loi, que liga o centro de Bruxelas às instituições da UE.

Ambulâncias levavam os feridos e sirenes soavam por toda a área.

(Reportagem adicional de Andrew Heavens)

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