Brasil eleva exportações de aviões, veículos e celulose no 1o trimestre

BRASÍLIA (Reuters) - O volume de vendas externas brasileiras teve forte aumento no primeiro trimestre, com segmentos como aviões, veículos e celulose apresentando expansões de dois dígitos sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De janeiro a março, o Brasil exportou 40 aeronaves no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a 897 milhões de dólares. Em valores, houve um aumento de 31,5 por cento na comparação anual.

Os dados de exportações de aviões são um importante indicador antecedente dos resultados da Embraer, fabricante brasileira de jatos que tem a maioria de suas vendas no mercado internacional. A companhia entregou 32 aeronaves no primeiro trimestre do ano passado.

Já as exportações de veículos subiram quase 54 por cento, para 126 mil unidades, no primeiro trimestre.

Segundo o ministério, clientes tradicionais de veículos do Brasil como Argentina e México tiveram incrementos de 56 e de 94 por cento, respectivamente, nos volumes de veículos brasileiros despachados.

Houve também crescimentos expressivos nas exportações de veículos para Chile e Colômbia, disse o diretor de estatística e apoio à exportação do ministério, Herlon Brandão.

A indústria nacional de veículos tem buscado reforçar foco nas vendas externas também para encontrar destino para uma produção que tem passado por dificuldades para ser colocada no mercado interno, que caminha para a quarta retração anual consecutiva nas vendas em 2016.

As vendas de veículos novos no Brasil caíram 28,6 por cento no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para 481,4 mil unidades.

CELULOSE

As exportações de celulose avançaram 13,2 por cento em volume no primeiro trimestre, para 3,292 milhões de toneladas, com preços praticamente estáveis no período, segundo o ministério. A produção nacional, assim como a de aviões, é praticamente toda voltada ao mercado externo e liderada por empresas como Fibria, Suzano e Eldorado Brasil.

"Não houve um processo de estocagem e há uma demanda interessante, resiliente por celulose", disse o analista Luis Gustavo Pereira, da Guide Investimentos.

"Vejo um equilíbrio grande entre oferta e demanda. E o ajuste que temos na China com a diminuição da diferença de preço de fibra curta para fibra longa parece estar chegando em um nível aceitável", acrescentou.

(Por Marcela Ayres; Reportagem adicional de Priscila Jordão, em São Paulo)

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