Libéria pode não enviar atletas à Rio 2016 por causa do custo e do Zika

MONRÓVIA (Reuters) - A Libéria pode não enviar atletas para a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 por causa da falta de dinheiro e dos temores sobre o Zika vírus, de acordo com uma carta do Ministério das Finanças.

O país africano, que está lutando para pôr fim a um surto mortal de Ebola que já dura dois anos e jamais conquistou uma medalha olímpica, planejava mandar 20 pessoas aos Jogos, cerca de metade delas atletas.

Se a Libéria de fato decidir não ir ao Rio, seria o primeiro país a se recusar a participar do evento por causa da epidemia de Zika no Brasil.

A carta ministerial, datada de 21 de março e endereçada ao vice-ministro dos Esportes liberiano, também se refere a um pedido de aprovação de 151.882 dólares para poder enviar os atletas aos Jogos.

    "Dada a atual situação fiscal do governo... não somos (capazes) de conceder este pedido neste momento", diz a comunicação, obtida pela Reuters e autenticada por um funcionário do Ministério dos Esportes.

    "É importante observar que atualmente o Brasil luta com uma epidemia de Zika... e, dada nossa experiência recente com o Ebola, seria um risco de saúde pública enviar (atletas) para aquela parte do mundo", continua.

Philipbert Brown, presidente do Comitê Olímpico da Libéria, afirmou ainda não ter visto a carta.

    Acredita-se que o Zika vírus está ligado a uma explosão de casos de microcefalia, uma má-formação cerebral, em bebês no Brasil.

    (Por Alphonso Toweh)

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