Ativista anti-apartheid preso com Mandela pede renúncia de presidente da África do Sul

Por Olivia Kumwenda-Mtambo

JOHANESBURGO (Reuters) - Um ativista anti-apartheid preso com Nelson Mandela pediu a saída de Jacob Zuma, aumentando a pressão pela renúncia do presidente da África do Sul após um tribunal ter determinado conduta desonesta sobre gastos de recursos públicos em sua casa particular. 

Ecoando pedidos semelhantes de partidos de oposição, Ahmed Kathrada disse em uma carta publicada no sábado que a renúncia de Zuma daria ao governo do país a chance de se recuperar de "uma crise de confiança".

"Frente a tal amplo criticismo persistente, condenações e demandas, seria demais expressar a esperança de que você escolherá o caminho correto que está ganhando força de considerar deixar o cargo?", perguntou  Kathrada na carta, datada de março 31 de março. 

Mandela e Kathrada estavam entre os oito ativistas do Congresso Africano Nacional sentenciados a prisão perpétua após serem condenados de tentar depor o governo do apartheid durante o Julgamento de Rivonia, em 1963 e 1964. 

A mais alta corte da África do Sul, na quinta-feira, sustentou que Zuma havia fracassado em respeitar a Constituição ao ignorar instruções para reembolsar parte dos 16 milhões de dólares gastos com dinheiro estatal em reformas na sua residência privada em Nkandla.

Em um discurso televisionado para o país na noite de sexta-feira, Zuma, de 73 anos, pediu desculpas e disse que pagaria parte do dinheiro, conforme ordenado, e que ele nunca conscientemente ou deliberadamente quis violar a Constituição. Ele não comentou os pedidos de renúncia.

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