Rio rebate críticas da Fina sobre estádio aquático da Olimpíada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Autoridades brasileiras ligadas à Olimpíada do Rio de Janeiro rebateram nesta sexta-feira críticas feitas pela Federação Internacional de Natação (Fina) sobre as características do estádio aquático, que possui capacidade menor que a de outros Jogos e não terá ar condicionado.

Segundo o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Nuzman, e o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, o Estádio Aquático Olímpico, inaugurado nesta sexta, atende bem às necessidades dos atletas e ao orçamento dos Jogos.

"Nós estamos mudando a referência dos Jogos, que tem que cair numa realidade para todo o mundo e aqui é extremamente ventilado mesmo em dia quente", disse Nuzman a jornalistas.

"Entregamos uma arena com uma capacidade superior ao que foi proposto no caderno de encargos que era de 12 mil lugares ...em Londres era tão longe a distância que colocaram televisores para o público ver o nadador."

A capacidade ideal para a Fina seria de 18 mil lugares e o local foi concebido com 16 mil assentos, sendo 12.500 comercializáveis. Ao contrário de outros estádios olímpicos, não haverá sistema de ar condicionado. O estádio foi construído com vãos para aumentar a circulação de ar natural no interior.

"Hoje que ainda é outono tem uma brisa e a temperatura está agradável. Na Olimpíada será inverno e vai estar ainda mais ameno", afirmou o ministro do Esporte, acrescentando que a temperatura estará melhor do que nos Jogos da China, em 2008.

"Como a piscina era aquecida em Pequim, havia um choque com o ar num ambiente fechado e a sensação lá era de uns 40 graus."

Segundo Leyser, o projeto do estádio está compatível com a filosofia dos Jogos do Rio de disponibilizar arenas eficientes aos atletas mas sem exageros e luxo de outros Jogos. A economia com a simplificação do estádio aquático foi de 100 milhões de reais. A obra está orçada em cerca de 235 milhões de reais.

"Sempre as federações querem elevar em demasia as arenas esportivas, mas isso é ruim para o esporte, porque o custo fica proibitivo....atendemos os requisitos esportivos e técnicos", disse Leyser, lembrando que não haveria demanda no Brasil para um estádio maior e definitivo.

O estádio aquático será desmontado após os Jogos. O Rio já conta com o Parque Aquático Maria Lenk, que é vizinho ao olímpico e foi construído para o Pan-Americano de 2007 e também receberá disputas olímpicas este ano. "Existe o perfeito, mas aqui fizemos o ótimo", disse o ministro.

O Estádio Aquático Olímpico receberá, de 15 a 20 de abril, o campeonato Troféu Maria Lenk de Natação, que servirá como evento-teste da modalidade e reunirá nadadores brasileiros em busca da vaga para os Jogos, além de 55 atletas de 11 países.

VELÓDROMO

O ministro do Esporte, que assumiu o cargo em 30 de março, confirmou o atraso nas obras do velódromo olímpico e disse que não haverá tempo de fazer o evento-teste que seria neste mês. A ideia é que a partir de junho a arena possa estar aberta para atletas treinarem no local.

A obra trocou de empreiteira devido a atrasos que não permitiram a realização de eventos-teste.

Leyser estima que a obra já está com execução de mais de 80 por cento e ainda falta a colocação do piso do velódromo. "Na preparação não tem nada que não preocupe, exige acompanhamento mais de perto, mas vamos entregar", finalizou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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