Chanceleres do G7 se reúnem em Hiroshima para discutir questões marítimas e nucleares

HIROSHIMA, Japão (Reuters) - Em uma cidade destruída por uma bomba atômica lançada pelos Estados Unidos há mais de 70 anos, o Japão deu início a uma reunião de chanceleres das sete principais economias avançadas (G7) buscando pôr fim às armas nucleares.

O ministro japonês das Relações Exteriores, Fumio Kishida, que preside o encontro anual de dois dias, disse neste domingo que os ministros também discutirão medidas para combater o terrorismo, segurança marítima e questões relacionadas à Coreia do Norte, Ucrânia e Oriente Médio.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, vai se juntar a seus colegas da Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão na segunda-feira para visitar um museu da bomba atômica e depositar flores em um mausoléu para vítimas de bombas nucleares, tornando-se o primeiro em seu cargo a fazer isso.

A medida poderia abrir o caminho para a primeira visita a Hiroshima de um presidente dos EUA quando Barack Obama for ao Japão para participar da reunião anual de líderes do G7, no próximo mês.

Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião de guerra dos EUA lançou uma bomba nuclear sobre Hiroshima em 6 de agosto de 1945, reduzindo a cidade a cinzas e matando 140 mil pessoas até o final daquele ano.

Três dias depois, os EUA lançaram uma bomba atômica em Nagasaki. O Japão se rendeu seis dias depois.

A segurança marítima também será discutida depois que a China provocou irritação na região com seu controverso trabalho de recuperação no Mar do Sul da China.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka)

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