Rei da Espanha irá tentar ajudar partidos a formarem coalizão para evitar novas eleições

MADRI (Reuters) - O rei Felipe terá mais uma rodada de conversas com os intransigentes partidos políticos da Espanha na última tentativa de levá-los a formar uma coalizão e evitar uma segunda eleição nacional, informou seu escritório nesta terça-feira.

Os líderes das quatro principais legendas espanholas têm até o dia 2 de maio para acertarem um possível governo, já que nenhuma delas obteve a maioria parlamentar na votação de dezembro.

Se fracassarem na formação de um novo gabinete, o parlamento será dissolvido e novas eleições serão convocadas, mais provavelmente no final de junho, aumentando o risco de prejudicar a ainda vacilante recuperação econômica da Espanha. Pesquisas de opinião mostram que um novo pleito produziria um resultado similarmente inconclusivo.

Depois de conduzir duas rodadas de conversas sem sucesso desde a votação do final do ano passado, o rei Felipe realizará novas reuniões face a face com líderes partidários nos dias 25 e 26 de abril, informou a casa real em comunicado.

Os partidos da oposição estão ignorando Mariano Rajoy, primeiro-ministro interino desde que seu conservador Partido Popular (PP) perdeu a maioria em dezembro devido à revolta com as medidas de austeridade e os casos de corrupção de seu governo.

Mas o líder socialista Pedro Sánchez não foi capaz de formar uma coalizão, sua opção preferida, com os partidos novatos, anti-austeridade e pró-mercado Podemos e Cidadãos.

As conversas entre as legendas na semana passada não progrediram devido aos ideais políticos entre as três, sobretudo no tocante ao aumento de impostos, aos gastos governamentais e a um referendo de independência na Catalunha.

Embora o empresariado e os investidores tenham mostrado calma com o impasse até o momento, há sinais crescentes de um impacto econômico.

Analistas do banco Barclays disseram na segunda-feira que acreditam que a Espanha irá ter novas eleições e um declínio subsequente nos investimentos e na confiança do consumidor, mas que o crescimento econômico robusto de 2,6 por cento previsto para 2016 só irá sofrer um pequeno abalo.

No início deste mês, a agência de avaliação de risco Standard & Poor's também alertou que novos atrasos na formação de um governo irão adiar o aperto orçamentário, uma necessidade, tendo em vista que o país descumpriu sua meta de déficit em 2015.

(Por Angus Berwick e Blanca Rodriguez)

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