EUA transferem 9 prisioneiros iemenitas de Guantánamo para a A. Saudita

Por Matt Spetalnick

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos transferiram no sábado nove homens iemenitas da prisão militar da prisão militar em Guantánamo para a Arábia Saudita, incluindo um detento que estava em greve de fome desde 2007, sob os termos de um acordo diplomático há muito perseguido entre Washington e Riad, disseram autoridades dos EUA.

A transferência, que aconteceu dias antes da visita do presidente Barack Obama à Arábia Saudita para uma cúpula de aliados do Golfo Árabe, marcou o mais recente passo em seus esforços finais para fechar o controverso centro de detenção na base naval dos EUA em Cuba antes de deixar o governo em janeiro de 2017.

Os sauditas aceitaram, após longas negociações que em um momento envolveram Obama e o rei saudita Salman, receber os nove iemenitas para reintegração e colocá-los em um programa estatal de reabilitação que busca reincorporar militantes na sociedade, disseram as autoridades.

O grupo anunciado pelo Pentágono foi o maior desde que Obama deu início a seu plano em fevereiro para fechar a instalação. Mas ele enfrenta oposição de muitos parlamentares republicanos, assim como de alguns democratas.

Há agora 80 prisioneiros em Guantánamo, a maioria detidos sem acusação ou julgamento por mais de uma década, atraindo condenação internacional.

A mais proeminente das transferências foi Tariq Ba Odah, um iemenita de 37 anos que o exército vinha alimentando a força diariamente desde que entrou em greve de fome em 2007. Sua equipe legal disse que ele pesava pouco menos de 35 quilos, perdendo cerca de metade de seu peso.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos