Braga diz que deixará cargo de ministro de Minas e Energia

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta quarta-feira que comunicou à presidente Dilma Rousseff que está deixando o cargo e que retornará ao Senado, no momento em que a Casa discute o pedido de impeachment da presidente.

“Acabei de ter uma conversa com a presidente e avaliamos que é hora de eu entregar o ministério. Ela aceitou e portanto eu estarei entregando hoje uma carta à presidente agradecendo a confiança que ela me deu”, disse.

Braga, senador do PMDB pelo Amazonas, afirmou ainda a jornalistas que estará de licença médica por alguns dias e que sua suplente e esposa, Sandra Braga, deverá representá-lo na votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma no Senado. Braga defendeu a presidente na semana passada, dizendo que o processo, no qual Dilma é acusada de crime de responsabilidade, era político.

Ele disse que não foi pressionado por seu partido a sair, apesar de a legenda ter aprovado no fim de março o desembarque do governo e a devolução dos cargos.

“O PMDB me respeitou, como peemedebista de longa data que sou. O PMDB soube respeitar e diferenciar minha posição e agradeço por isso”, disse.

Sobre a votação da admissibilidade do impeachment no Senado, que deverá ficar a cargo de sua esposa, Braga disse apenas que ela “estará lá representando com coerência e posições claras a nossa posição na votação do Senado”.

Braga disse que não queria comentar a votação do impeachment na Câmara, mas ressaltou que “neste momento é importante para o país que tenhamos no Senado uma postura diferenciada”.

Sobre quem vai sucedê-lo no Ministério de Minas e Energia, Braga disse que a decisão será tomada por Dilma, mas ele sugeriu que seja escolhido algum nome técnico do próprio ministério.

A pasta deverá ser ocupada interinamente pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, até que o destino do governo Dilma seja definido no Senado.

"O dia a dia nós tocávamos juntos, não tem grandes novidades", disse Barata à Reuters.

Ex-presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), um órgão técnico do setor, Barata é bem visto entre os investidores e especialistas e ocupava a secretaria-executiva da pasta desde maio de 2015, quando foi convidado por Braga para a função.

(Reportagem de Leonardo Goy; Reportagem adicional de Luciano Costa, em São Paulo)

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