Brasil cai 5 posições em ranking mundial de liberdade de imprensa

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Brasil caiu cinco posições no ranking global da ONG Repórteres Sem Fronteiras sobre liberdade de imprensa e o país é o terceiro mais perigoso para jornalistas nas Américas, atrás de México e Honduras, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

A lista da ONG Repórteres sem Fronteiras incluiu 180 países e o Brasil saiu da posição 99 em 2015 para a posição 104 da lista de 2016 (em termos de liberdade de imprensa). Numa escala com seis avaliações, que vai de boa à grave, o Brasil está no nível considerado sensível.

Só no ano passado foram confirmadas sete mortes de jornalistas no Brasil. De acordo com o Repórteres sem Fronteiras, a ausência de mecanismo para proteger a atividade jornalística no país e o turbulento clima econômico e político da atualidade expõem ainda mais os profissionais da área.

“Existe um ambiente de medo para jornalistas no Brasil, principalmente para blogueiros e jornalistas independentes que não estão nos grandes centros mas atentos ao tráfico de drogas”, disse a jornalistas o chefe de departamento do Repórteres Sem Fronteiras, Emmanuel Colombié, ao frisar que os jornalistas mortos investigavam casos de corrupção e tráfico de drogas.

A liberdade de imprensa sofre em todo o mundo uma deterioração, segundo o Repórteres Sem Fronteiras, e os locais onde há mais cerceamento à atividade jornalística são Coreia do Norte, Vietnã, China e Cuba.

Por outro lado, Finlândia, Holanda, Noruega e Dinamarca são considerados aqueles onde há mais liberdade para a imprensa trabalhar sem retaliações.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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