Trump e Hillary se declaram inevitáveis na corrida presidencial depois de vitórias em NY

Por Emily Flitter e Luciana Lopez

NOVA YORK (Reuters) - O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump e a pré-candidata democrata Hillary Clinton conseguiram vitórias expressivas nas primárias partidárias de seu Estado, Nova York, na terça-feira, e afirmaram que são praticamente inevitáveis como os candidatos presidenciais de seus respectivos partidos.

A vitória esmagadora de Trump sobre o concorrente Ted Cruz na votação redirecionou o ímpeto da corrida republicana para o magnata e favorito nas pesquisas, e membros do Comitê Nacional Republicano começam a se reunir na Flórida nesta quarta-feira para debater a convenção de julho que irá oficializar seu candidato.

Para Hillary, a favorita democrata, a vitória sobre Bernie Sanders pôs fim a uma série de sucessos do autointitulado socialista de 74 anos e lhe deu o impulso que precisava para as primárias difíceis que virão a seguir.

Os indicados das duas legendas irão se enfrentar na eleição presidencial de 8 de novembro.

O êxito de Trump, comemorado ao som de "New York, New York" na voz de Frank Sinatra na Trump Tower de Manhattan, marcou uma reação à derrota do bilionário no Estado de Wisconsin duas semanas atrás e o encaminhou para mais uma vitória em 26 de abril, quando Pensilvânia, Connecticut, Rhode Island, Delaware e Maryland votarão em primárias.

Com uma equipe de campanha renovada e um desempenho mais preciso, Trump tem procurado melhorar sua postura como postulante à Casa Branca nas últimas semanas. O tom de seu discurso de comemoração esteve afinado com um estilo mais contido do que aquele adotado com frequência pelo empresário do setor imobiliário no passado.

"Não temos mais o que se poderia chamar de uma corrida, baseando-se no que estou vendo na televisão", disse Trump enquanto várias emissoras previam uma vitória folgada para o republicano. "O senador Cruz está quase eliminado matematicamente".

Como ficou com a maioria dos 95 delegados de Nova York, Trump chegou mais perto dos 1.237 que necessita para obter a indicação partidária de imediato – menos que isso provocará uma "convenção disputada" quando seus correligionários se reunirem entre 18 e 21 de julho em Cleveland para confirmar o nome do partido para o pleito do final do ano.

Cruz, senador de 45 anos do Texas, ficou em terceiro em Nova York e fez seu discurso na Filadélfia, onde já se prepara para a disputa na Pensilvânia. Ele pediu que os republicanos se unam em torno de sua candidatura. John Kasich, governador de Ohio, pretende usar seu segundo lugar em Nova York como uma prova de que está emergindo como principal adversário de Trump nas próximas primárias.

Entre os democratas, Hillary não chegou nem perto do nocaute que precisava para tirar Sanders do páreo, mas o sorriso largo com que fez seu discurso de comemoração disse muito sobre a importância da vitória no Estado que representou como senadora na tentativa de se tornar a primeira mulher presidente dos EUA.

"Hoje vocês provaram mais uma vez que não ha lugar com o lar", disse Hillary. "Esta foi pessoal".

(Reportagem adicional de Alana Wise e Megan Casella em Washington, Jonathan Allen em Nova York e Emily Stephenson na Filadélfia)

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