Jornalistas não vão compartilhar "Panama Papers" com Departamento de Justiça dos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O grupo de meios de comunicação que coordenou a investigação sobre os chamados "Panama Papers", documentos sobre empresas em paraísos fiscais, disse nesta quinta-feira que não participaria em um inquérito criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Preet Bharara, procurador norte-americano para Manhattan, escreveu para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) buscando informações adicionais que ajudassem na sua investigação sobre evasão fiscal, disse o Guardian nesta terça-feira.

O grupo nesta quinta-feira disse a promotores no gabinete de Bharara que não iria divulgar informações não publicadas para eles.

"O ICIJ e sua organização mãe, o Centro de Integridade Pública, são organizações de comunicação amparadas pela Primeira Emenda e outras proteções legais para não se tornarem um braço das forças de segurança", afirmou Gerald Ryle, diretor do consórcio, em um comunicado.

O consórcio ainda não divulgou muitos dos 11,5 milhões de arquivos vazados da empresa panamenha Mossack Fonseca que meios de comunicação ao redor do mundo usaram para revelar como indivíduos e corporações proeminentes esconderam bens e sonegaram taxas.

(Reportagem de Julia Harte)

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