Bovespa fecha em queda de 1,35% pressionada por tombo de ações da Vale

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com destaque para o tombo das ações de Vale em meio a ajustes ao declínio dos ADRs da mineradora em Nova York na véspera e queda dos preços do minério de ferro na China.

O Ibovespa caiu 1,35 por cento, a 52.907 pontos.

O volume financeiro somou 7,15 bilhões de reais.

Na quinta-feira, a bolsa paulista não funcionou em razão do feriado nacional de Tiradentes, enquanto em Wall Street os ADRs (recibos de ações negociados nos Estados Unidos) de várias empresas nacionais caíram, com Vale liderando o movimento.

O noticiário corporativo também esteve sob os holofotes neste pregão, assim como a expectativa de novos desdobramentos no cenário político.

Uma vez que o impeachment da presidente Dilma Rousseff parece inevitável para muitos profissionais do mercado, as atenções estão voltadas para possíveis nomes que poderiam integrar um eventual governo de Michel Temer(PMDB) e as condições deste em implementar as reformas necessárias para o país.

Temer disse nesta sexta-feira que está sendo procurado por muitas pessoas, mas que está "apenas ouvindo", ao desconversar sobre encontros específicos.

Em Nova York, durante discurso na ONU, Dilma Rousseff se concentrou sobre assuntos envolvendo mudanças climáticas e meio-ambiente. Sobre o cenário político, citou apenas que o Brasil "vive grave momento".

Na semana, o Ibovespa cedeu 0,6 por cento.

DESTAQUES

- VALE fechou com as preferenciais em queda de 8,21 por cento e as ordinárias com recuo de 11,17 por cento, em meio a ajustes às quedas dos ADRs na véspera e recuo dos preços do minério de ferro à vista na China nesta sessão. Também no radar estavam dados de produção da companhia divulgados na quarta-feira à noite.

- PETROBRAS encerrou com as preferenciais em alta de 2,85 por cento e as ordinárias com ganho de 4,54 por cento, com a alta dos preços do petróleo nesta sexta-feira compensando o efeito de ajustes ao recuo dos ADRs durante o feriado no Brasil. Investidors ainda analisaram números de produção da companhia.

- BANCO DO BRASIL recuou 2,57 por cento, liderando as perdas do setor bancário, com o declínio de 2,11 por cento de BRADESCO e de 1,83 por cento de ITAÚ UNIBANCO também pressionando o Ibovespa.

- CYRELA BRAZIL REALTY recuou 2,18 por cento, após dados operacionais do primeiro trimestre, com queda anual nas vendas. A construtora e incorporadora também ocupou o noticiário após um estande de vendas de um empreendimento residencial de alto padrão da companhia desabar em São Paulo, matando uma pessoa.

- TIM PARTICIPAÇÕES saltou 8 por cento, no melhor desempenho do índice, após o site de informação financeira CTFN M&A Reporting publicar que a Vivendi, maior acionista da Telecom Italia, estaria explorando a venda da operadora de telecomunicações brasileira.

- USIMINAS ganhou 3,59 por cento na contramão da fraqueza do setor siderúrgico, antes da divulgação do resultado trimestral na segunda-feira, quando também estão previstos os números de LOCALIZA e LOJAS RENNER. Usiminas divulga seus números trimestrais antes da abertura do pregão e Localiza e Lojas Renner, após o fechamento.

- CTEEP, que não está no Ibovespa, disparou 10,23 por cento, e fechou no maior patamar desde maio de 2012, em meio à notícia de que as indenizações bilionárias devidas pelo governo federal a companhias de transmissão de energia serão pagas a partir de 2017. ELETROBRAS ON avançou 9,86 por cento.

(Edição de Raquel Stenzel)

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