Especialistas dizem que México dificultou investigação sobre aparente massacre de estudantes

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Um painel de especialistas internacionais acusou neste domingo o governo do México de não cooperar plenamente com sua investigação sobre o destino de 43 professores em treinamento, aparentemente massacrados em 2014, o caso mais notório de violação de direitos humanos no México nos últimos anos.

O painel independente de especialistas disse que táticas do governo os impediram de alcançar a verdade, enquanto encerra os trabalhos e prepara-se para deixar o México.

O gabinete do procurador-geral, segundo eles, não deixou que eles entrevistassem novamente detidos acusados do crime ou que eles obtivessem outras informações em tempo hábil. Os promotores, enquanto isso, não perseguiram ângulos de investigação que os especialistas tinham sugerido.

"Os atrasos na obtenção de provas que poderiam ser usados ​​para descobrir possíveis linhas de investigação se traduzem em uma decisão (de permitir) a impunidade", disse o relatório dos peritos, encomendado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, disse.

Um porta-voz do escritório do procurador-geral disse que o escritório provavelmente iria comentar depois que os peritos concluíssem uma entrevista coletiva.

O caso macabro destacou a impunidade profunda que reina em muitas partes violentas do México e manchou a reputação do presidente Enrique Peña Nieto.

(Por Anahi Rama e Lizbeth Diaz)

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