Trump ataca rivais republicanos e chama de 'patético' acordo entre eles

Steve Holland

Em West Chester (EUA)

  • Rhona Wise/AFP

O republicano Donald Trump intensificou os seus ataques contra os rivais Ted Cruz e John Kasich nesta segunda-feira (25), depois que eles anunciaram um acordo para tentar impedir que o bilionário de Nova York ganhe a nomeação para candidato do partido a presidente dos Estados Unidos.

Trump deve vencer com facilidade nos cinco Estados que têm primárias nesta terça-feira (26), levando Cruz e Kasich a anunciar a tática pouco comum de não competir entre eles em Indiana, Novo México e Oregon.

Numa demonstração de que Cruz não tem nenhuma intenção de se retirar da disputa antes da convenção de julho em Cleveland, Jeff Roe, seu chefe de campanha, disse nesta segunda-feira via Twitter que eles haviam afunilado a busca pelo candidato a vice e estavam verificando potenciais candidatos. Tradicionalmente, os presidenciáveis esperam até garantir a nomeação para escolher o companheiro de chapa.

Trump chamou a união de seus adversários de repugnante e a comparou com conluio ilegal no mercado de ações.

"Isso mostra o quão fracos eles são. Isso mostra o quão patéticos eles são", disse Trump em discurso em Warwick, em Rhode Island.

Ele retomou os ataques contra Cruz de que nenhum dos colegas senadores do oponente gosta dele e debochou de Kasich pela maneira como ele tomou café da manhã durante uma entrevista na TV nesta segunda.

Cruz, senador pelo Texas e rival mais próximo de Trump na corrida republicana, declarou que o pacto com Kasich tinha como objetivo evitar a nomeação de Trump que, segundo ele, asseguraria a vitória da democrata Hillary Clinton nas eleições presidenciais de 8 de novembro.

O acordo entre Cruz e Kasich foi anunciado do domingo, no mais recente desdobramento atípico da corrida republicana, na qual os favoritos iniciais caíram na disputa contra Trump.

"É mais um dia emocionante na política republicana", afirmou Sean Spicer, do Comitê Nacional Republicano, ao canal de TV MSNBC.

Cruz e Kasich acordaram concentrar os seus esforços e recursos nos Estados em que cada um tem mais chance. Cruz vai priorizar Indiana em 3 de maio, sem a competição de Kasich, e deixará de intervir, beneficiando Kasich, em Oregon, em 17 de maio, e Novo México, em 7 de junho.

Trump acusou os rivais de um "ato de desespero horrível".

"Você sabe, se você faz conluio nos negócios ou se você faz conluio no mercado de ações, você vai para a cadeia", disse Trump em Warwick. "Mas na política, por ser um sistema viciado, por ser um empreendimento corrupto, na política, você pode fazer conluio."

O acordo é único na moderna política presidencial e sinaliza pânico após a fácil vitória de Trump em Nova York na semana passada, disse Larry Sabato, diretor do Centro para Política da Universidade de Virgínia.

"Eles sabem que ele vai ter uma grande noite amanhã", declarou Sabato. "Se as coisas não sofrerem um abalo, Trump vai ser o nomeado. Eles têm que fazer algo grande para mexer as coisas. Eles esperam que isso agora seja o caso. Talvez seja, talvez não."

Cruz disse que era Trump o desesperado porque ele sabe que tem um caminho difícil para alcançar os 1.237 delegados necessários para assegurar a nomeação do partido na convenção de julho.

"Eu não duvido de que Donald Trump vai gritar e berrar e xingar e insultar e provavelmente chorar e se lamentar também", afirmou Cruz. "Esse tem sido o padrão dele."

"Isso vai ser decidido numa convenção aberta", afirmou Kasich a simpatizantes nesta segunda-feira.

Ele tentou minimizar a aliança com Cruz como simplesmente uma maneira de economizar dinheiro ao não fazer campanha em certas áreas. "E então? Qual é o problema?", indagou ele. "Eu não estou lá fazendo campanha e gastando recursos. Nós temos recursos limitados." (Reportagem de Susan Heavey e Doina Chiacu; reportagem adicional de Megan Cassella)

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