Presidente da comissão calcula que Senado votará afastamento de Dilma um dia antes, em 11 de maio

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da comissão especial do Senado que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), adiantou em um dia sua previsão para votação do relatório no colegiado e no plenário da Casa.

O presidente, eleito nesta terça pelos integrantes da comissão, tem a expectativa que o parecer da comissão possa ser votado no plenário do Senado no dia 11 de maio, e não mais no dia 12.

Na segunda-feira, Lira havia dito a jornalistas que a comissão votaria o parecer sobre o tema no dia 9 de maio, data final de um prazo de até dez dias úteis para a produção de um relatório.

Feita essa análise, a recomendação da comissão --pela abertura ou arquivamento do processo contra Dilma-- é submetida ao plenário do Senado 48 horas depois, o que ocorreria, segundo cálculos iniciais do senador, no dia 12 de maio.

A previsão, no entanto, mudou. Em entrevista nesta manhã, Lira comunicou que optou por contar o prazo de funcionamento da comissão seguindo um caminho intermediário, adiantando em um dia a estimativa dada na véspera.

“Vamos funcionar até a próxima sexta-feira... que representará 9 dias úteis e 11 dias corridos --se você somar 11 com 9, dá 20, dividido por 2 dá 10. Atende a quem quer prazo corrido e a quem quer dias úteis”, argumentou o presidente da comissão.

Governistas defendem que o prazo seja contado com base em dias úteis. Os senadores favoráveis ao impeachment pressionam pela agilidade na condução do processo e defendem que o tempo seja baseado em dias corridos.

“A previsão de votar o relatório é no dia 6, dia 6 é o encerramento, que é o dia da votação do relatório”, explicou, prevendo a apresentação do parecer no dia 4 e ainda a participação da defesa entre os dias 4 e 5 de maio.

“(Após) dois dias de interstício (da votação na comissão)... dia 11 no plenário”, disse Lira, excluindo dos cálculos o fim de semana, dias 7 e 8.

(Reportagem de Anthony Boadle e Maria Carolina Marcello)

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