Agência reguladora dos EUA proíbe cigarros e cigarros eletrônicos para menores

Por Caroline Humer e Clarece Polke

NOVA YORK/WASHINGTON (Reuters) - Uma agência reguladora dos Estados Unidos intensificou a vigilância de cigarros e cigarros eletrônicos, cada vez mais populares entre os jovens do país, e proibiu a venda para menores de 18 anos, na esperança de evitar que uma nova geração se torne viciada em nicotina.

Os cigarros eletrônicos são dispositivos que vaporizam um fluido que normalmente inclui nicotina e um componente de sabor.

A ação da Agência de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês) alinhou as regras de comercialização de cigarros e charutos eletrônicos, tabaco de cachimbo e tabaco de narguilé aos regulamentos existentes para cigarros, tabaco de mascar e tabaco de enrolar. As novas regras entram em vigor em 90 dias.

Ativistas da saúde saudaram a medida, mas autoridades da indústria disseram que ela pode inviabilizar muitas empresas pequenas que fabricam dispositivos para cigarros eletrônicos, que afirmam poder ajudar os fumantes tradicionais a abandonar o hábito. Analistas de Wall Street acreditam que a regulação irá abrir caminho para uma nova onda de consolidação liderada pelos grandes produtores de tabaco.

A FDA informou que irá exigir que as companhias submetam os cigarros eletrônicos e outros produtos novos relacionados ao tabaco a uma análise regulatória, forneçam uma lista de seus ingredientes e coloquem alertas de saúde nas embalagens e nas propagandas.

A regulação da FDA era amplamente aguardada desde que o organismo emitiu uma proposta de regra dois anos atrás a respeito da maneira de supervisionar a indústria de 3 bilhões de dólares dos cigarros eletrônicos e destes outros produtos.

A secretária de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Sylvia Burwell, disse que as autoridades de saúde ainda não têm indícios científicos que mostrem que os cigarros eletrônicos podem auxiliar os fumantes a parar e que evitam os males conhecidos do tabaco. Nesse ínterim, o rápido crescimento no consumo de cigarros eletrônicos entre os jovens trouxe mais urgência à criação de mecanismos de proteção ao consumidor, afirmou Sylvia.

"A nicotina não deve estar ao alcance dos jovens", disse ela aos repórteres.

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