Braskem avalia nova unidade e aquisições nos Estados Unidos

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem estuda construir uma sexta fábrica no Texas (EUA), para aproveitar o aumento da demanda de polipropileno e a sobreoferta de sua matéria-prima, o propeno.

Segundo o novo presidente da petroquímica, Fernando Musa, os estudos do projeto podem ser levados ao Conselho no fim do ano, com possível início da construção em 2017.

O executivo afirmou ainda que a companhia continua aberta a oportunidades de aquisição no mercado norte-americano, alinhada à estratégia de aproveitar a maior demanda por polipropileno, com destaque para o setor automotivo.

"Somos hoje o maior produtor de polipropileno nos Estados Unidos. Estamos avaliando oportunidades de desgargalar plantas, construir uma nova e continuamos abertos a oportunidades de aquisição", disse Musa a jornalistas.

A Braskem comprou ativos de polipropileno da Sunoco em 2010 e, da Dow Chemical, em 2011, o que deu à petroquímica a liderança em polipropileno no mercado norte-americano.

Musa, que assumiu o comando da petroquímica no lugar de Carlos Fadigas nesta semana, era desde março de 2012 presidente da unidade da Braskem para EUA e Europa, a Braskem America. A integração dos ativos da Sunoco e da Dow ocorreu em sua gestão.

Nos EUA, a Braskem também tem em andamento projeto para a produzir resina UTEC (polietileno de ultra-alto peso molecular) em La Porte, Texas. A resina tem aplicações em indústrias como extração de petróleo e construção civil. O projeto tem partida prevista para o quarto trimestre deste ano.

PROCESSO

A Braskem é alvo de ação coletiva nos EUA por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O vice-presidente financeiro da petroquímica, Pedro Freitas, disse que a Braskem fez um pedido contra a petição dos autores da ação, que a Justiça norte-americana tem dois meses para avaliar.

Se o pedido da Braskem não for aceito, o processo deve demorar de 6 meses a um ano para se concluir. "Em 98 por cento dos casos isso termina com algum tipo de acordo", disse Freitas.

Sobre o mercado doméstico, que mostrou fraqueza no primeiro trimestre, os executivos disseram esperar uma queda de 7 por cento dos volumes em 2016. De janeiro a março, as vendas no Brasil totalizaram 780 mil toneladas, retração de 18 por cento em relação ao primeiro trimestre de 2015.

Mas a alta do dólar frente ao real e seu efeito sobre exportações e operações no exterior compensou o impacto da recessão brasileira. O lucro líquido do período somou 747 milhões de reais, 266 por cento maior do que um ano antes.

(Por Priscila Jordão)

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