Rumo espera conclusão de negociações com BNDES até fim do 3º tri

SÃO PAULO (Reuters) - A Rumo Logística está discutindo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a contratação de novas linhas de crédito, com expectativa de conclusão até o fim do terceiro trimestre, afirmaram executivos em teleconferência nesta quinta-feira.

O banco de fomento concedeu anuência ao descumprimento de covenants no fim de 2014 e 2015 para a empresa e nova verificação ocorrerá em dezembro de 2016.

A transportadora também disse que o processo de reperfilamento de dívidas com bancos com vencimento entre 2016 e 2018, no montante de 2,9 bilhões de reais, incluiu a negociação de covenants, definidos para uma alavancagem máxima de 4,5 vezes neste ano. Este patamar será reduzido ao longo do tempo.

Os novos covenants com o BNDES estão sendo discutidos considerando-se os patamares acordados com os bancos, segundo a Rumo.

A reestruturação das dívidas com bancos para um prazo de sete anos, com três anos de carência, bem como o comprometimento do BNDES com aprovação de linhas adicionais de crédito de 2,8 bilhões de reais para a empresa foram possibilitadas pela conclusão de seu processo de capitalização em abril.

A Rumo tem 700 milhões de reais já aprovados pelo BNDES, de acordo com o balanço do primeiro trimestre divulgado nesta quinta-feira.

Os recursos serão dedicados à execução do plano de investimentos da transportadora logística.

Neste ano, o investimento total da empresa, incluindo capex recorrente e de expansão, deve ficar entre 1,7 bilhão e 2,1 bilhões de reais. No ano que vem, o volume aumenta para 2,3 bilhões a 2,5 bilhões.

A Rumo divulgou na noite de quarta-feira avanço de 42,7 por cento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no primeiro trimestre na comparação anual, a 444,6 milhões de reais.

O volume total transportado chegou a 10,075 bilhões de TKUs, alta de 11,5 por cento sobre os três primeiros meses de 2015, com aumento de 22 por cento no volume de produtos agrícolas transportados, com destaque para a operação na região norte.

Enquanto o volume transportado pela operação norte subiu 30 por cento contra os três primeiros meses do ano passado, houve queda de 15,6 por cento na operação sul, afetada por fortes chuvas que interromperam a circulação de trens em alguns trechos.

Questionados por analistas, os executivos afirmaram na teleconferência que a operação na malha sul começou a voltar ao normal em março após as chuvas fortes em janeiro e fevereiro, e que a operação será beneficiada nos trimestres vindouros pela maior safra de açúcar.

(Por Priscila Jordão)

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