"É impossível lavar dinheiro" no Banco do Vaticano, diz dirigente

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Uma iniciativa para aprimorar a governança financeira no Banco do Vaticano depois de anos de supostas irregularidades tornou "impossível lavar dinheiro" na instituição, disse o presidente do conselho do banco nesta quinta-feira.

Oficialmente intitulado Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco endureceu suas regras e fechou milhares de contas desde 2012 para se distanciar da administração questionável do passado.

A missão do IOR é gerenciar o dinheiro da igreja católica, mas durante décadas o banco permitiu que cidadãos italianos tivessem contas ali, o que autoridades de aplicação da lei dizem tê-los ajudado a lavar dinheiro e sonegar impostos.

O banco tem 5,8 bilhões de euros em ativos de clientes de todo o mundo – principalmente congregações, dioceses e outras instituições católicas.

O presidente do conselho, Jean-Baptiste de Franssu, que assumiu o cargo em 2014, depois que o papa Francisco foi eleito com a missão de tornar a administração do Vaticano transparente, afirmou que as regras agora são "extremamente rígidas".

"Qualquer um que fique tentado a usar uma conta ou uma instituição para lavar dinheiro, o IOR é o último lugar onde ele gostaria de ir", disse Franssu à Rádio Vaticano.

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