Procurador da Colômbia acusa presidente de violar Constituição devido a acordo com Farc

BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, está violando a Constituição e o Estado de Direito com o acordo entre o seu governo e as Farc para elevar a um patamar constitucional um eventual pacto de paz, afirmou o procurador-geral nesta sexta-feira.

Os negociadores de Santos e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram na quinta-feira em Havana um acordo para dar segurança jurídica a um pacto final de paz entre os dois lados e evitar que governos futuros o ignorem ou tentem mudá-lo.

"O que o seu governo está acordando com o grupo criminoso das Farc implica em que a mesa de negociações de Havana ganhe poderes constituintes que nem o ordenamento jurídico nem o povo a deu”, afirmou o procurador-geral Alejandro Ordóñez em carta ao presidente.

"É uma ação que está à margem da Constituição e que é incompatível com qualquer regime democrático. Equivale a submeter de forma ditatorial o povo colombiano à vontade das Farc e do governo”, afirma a carta. “Invocar a paz não é desculpa para abolir o Estado de Direito da Colômbia nem para impor uma nova ordem à margem da Constituição”, acrescenta.

Segundo Ordóñez, que é responsável por supervisionar as ações dos integrantes do governo, com esse acordo Santos está violando normas e poderia enfrentar consequência penais e disciplinares.

Não houve nenhuma reação imediata do governo aos comentários do procurador-geral.

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