Grandes potências não conseguem acertar nova data para conversas de paz da Síria

Por Lesley Wroughton e Lisa Barrington

VIENA/BEIRUTE (Reuters) - Os ministros das Relações Exteriores de grandes potências não conseguiram chegar a um acordo sobre uma nova data para retomar as conversas de paz da Síria durante uma reunião nesta terça-feira, e a oposição disse que não irá voltar para as negociações em Genebra a menos que as condições no país melhorem.

Uma atmosfera de pessimismo tomou conta do encontro em Viena entre países que apoiam o presidente sírio, Bashar al-Assad, e seus inimigos, todos eles comprometidos a ressuscitar um cessar-fogo e um processo de paz que vêm desmoronando há um mês.

Em um comunicado conjunto emitido após a reunião, que contou de um lado com Estados Unidos, potências europeias e do Oriente Médio que se opõem a Assad, e de outro a Rússia e o Irã, que o respaldam, os envolvidos pediram uma cessação total das hostilidades e acesso à ajuda humanitária.

Usando uma linguagem mais forte do que no passado, eles alertaram as facções em guerra que, se continuarem a violar a trégua repetidamente, correm o risco de ficarem privadas da proteção do acordo de cessação das hostilidades firmado em 27 de fevereiro e patrocinado por Washington e Moscou.

Eles também orientaram o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) a enviar alimentos, remédios e água por via aérea a comunidades sitiadas a partir de 1o de junho se a ajuda humanitária for negada por qualquer um dos lados do conflito.

Mas as potências não acordaram uma data para retomar as conversas de paz. As tratativas de Genebra fracassaram no mês passado depois que a oposição se retirou, acusando o governo de ignorar o cessar-fogo, e as últimas semanas testemunharam uma intensificação nos combates, especialmente perto de Aleppo, maior cidade da Síria antes da guerra.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse em uma coletiva de imprensa que ainda existe um desejo enorme de manter o processo de paz em andamento.

"Queremos manter o ímpeto. A data exata eu não estou revelando no momento porque irá depender também de outros fatores", afirmou, enfatizando que o mês de jejum do ramadã, que começa no início de junho, se aproxima.

O Comitê de Altas Negociações, a principal força opositora, disse não estar disposto a voltar às conversas sem um cessar-fogo total e auxílio humanitário.

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