Campanha olímpica de Tóquio será investigada por acusações de propina

TÓQUIO (Reuters) - O dirigente esportivo japonês responsável pela bem-sucedida campanha de Tóquio para sediar a Olimpíada de 2020 disse nesta quarta-feira que o Comitê Olímpico Japonês (COJ) planeja investigar a candidatura depois que surgiram questionamentos a respeito de pagamentos feito pelos organizadores.

Segundo reportagens, a equipe de campanha depositou mais de 2 milhões de dólares em uma conta bancária ligada a Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf), Lamine Diack, que está sendo investigado por corrupção em outro caso.

Autoridades do Japão afirmaram que os pagamentos foram taxas de consultoria legítimas.

Tsunekazu Takeda, presidente do COJ e líder da candidatura olímpica vitoriosa, disse que as pessoas envolvidas na campanha serão interrogadas.

"Estamos montando uma equipe investigativa que inclui advogados de fora", afirmou Takeda a um comitê parlamentar. "Iremos conversar novamente com as pessoas ligadas à campanha na ocasião para determinar se houve ou não algo ilegal nas suspeitas que foram levantadas".

Parlamentares da oposição abordaram o assunto, dizendo que uma empresa de Cingapura chamada Black Tidings –em cujas contas o pagamento foi feito, segundo o jornal britânico Guardian– é uma fabricante de papel.

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