México aprova extradição de chefe do tráfico para EUA, e ele não receberá pena de morte

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O México aprovou nesta sexta-feira a extradição do traficante de drogas Joaquín "El Chapo" Guzmán para os Estados Unidos depois de receber garantias de que ele não seria condenado à pena de morte, e os advogados do chefe do tráfico prometeram bloquear a transferência.

Juan Pablo Badillo, um dos advogados de Guzmán, afirmou à Reuters que ele entraria com “muitos” recursos nos próximos dias, o que poderia postergar por semanas uma eventual extradição.

Guzmán, chefe do cartel de drogas de Sinaloa, era o traficante de drogas mais procurado do mundo até ser capturado em janeiro, seis meses depois de fugir de uma penitenciária de alta segurança na região central do México através de um túnel com cerca de um quilômetro.

O Ministério do Exterior mexicano declarou que ele seria acusado de crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e assassinato nas cortes federais dos EUA na Califórnia e no Texas.

Perguntado se entraria com recursos em nome de Guzmán, Badillo afirmou: “Claro. Cinco, dez, quantos forem necessários”.

A fuga de Guzmán no ano passado foi um grande constrangimento para o presidente Enrique Peña Nieto, que assumiu o cargo em meio a uma guerra entre o governo e os carteis de drogas lançada pelo seu antecessor.

(Reportagem de Luis Rojas)

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